quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Com os velhos cacos eu montarei um lindo Vitral.

Mais uma vez eu vou dizer de que não sou um religioso, mas cada dia que se passa eu me torno ainda mais espiritualizado. Após o encontro com meu algoz, alguma coisa mudou em mim. Coisas que eu percebi receberem ainda mais força e importancia e outras que simplesmente desvaneceram. Se isso é bom ou ruim eu não posso dizer. Mas com certeza mudaram o rumo da minha maneira de pensar. A primeira lição ainda está me ensinando muita coisa. Coisas que acabam se aplicando a outros fatores de amor no meu cotidiano. Ágape, Philos e não apenas Eros. O que seriam estas palavras? Ágape é o amor divino, o amor pelo todo, pela vida. É a euforia do existir, do experimentar cada momento divino nesse mundo de Deus. Philos é o amor familiar e de amigo, é a lealdade, a devoção, o cuidado, o respeito e a confiança. É o amor de irmão, de pai, de mãe, de avó, de melhores amigos. E por fim Eros. Que é o amor sexual. O amor que se tem pela companheira ou parceiro. E não se deve confundir o amor Eros com paixão.
A paixão e o amor tem dois lados distintos.
A paixão é o desejo ardente. O amor é a comtemplação do ser. A paixão é desesperadora e envolvente. O amor é suave e terno. A paixão é intensa e possessiva. O amor é eterno e libertador.
Em muitos momentos sentimos os dois ao mesmo tempo e por isso se torna facil confundir um com o outro.
A paixão se controlada e compreendida pode ser saudável. Mas o amor por si mesmo jamais é ruim.
A paixão é a unica coisa que torna alguém doentia. O amor cura todos os males.
A saudade as vezes é a resposta para a má compreensão do amor. Já que nos tornamos incrivelmente devotados e necessitados deles. Ainda não estamos prontos para amar incondicionalmente e nos desapegar quando preciso. Principalmente nos desapegar. Isso soa até como um insulto. Mas é verdade.
Quantos de nós pode dizer que é capaz de perdoar seus inimigos? Quantos de nós pode dizer que nunca proferiu alguma maldição contra alguém, mesmo em pensamentos? Quantos de nós pode dizer que nunca chorou por estar apaixonado?
Mas todos nós estamos aqui pra aprender.
Saber o que vale a pena. Lutar pelo que realmente importa. A vida é curtissima. Nos temos não so que vive-la intensamente, como aprender a prolonga-la e conceder a nossa própria uma qualidade ímpar de vida. Senão do que adianta? Viver por algo? Viver por alguém? Viver pro futuro? Viver pelo passado? Viver por medo? Viver por falta de opção? Tudo errado. Viver porque é o presente mais belo e mais sagrado que temos. Somos honrados com a vida. Mas será que estamos honrando a vida ou a Deus por isso?
Mais do que nunca eu acredito!
Acredito no poder do Bem. Acredito no criador do universo, tenha ele o nome que tiver, ou a aparencia que desejarem que ele tenha ou até mesmo o carater que dizem ser a alcunha do mesmo. Eu não me deixei levar nenhum momento por nenhum desses esteriotipos. Eu sei quem é meu Deus. Nosso Deus. E ele não é bom nem mal. Ele é CORRETO! Ele é PERFEITO! Ele é JUSTO!
Nunca o abandonei definitivamente. Mas foi num momento de desespero que clamando por luz é que ele me atendeu. Com certeza foi um de seus emissários de luz. Me abraçando e me acolhendo literalmente. Removendo os pensamentos impuros e crueis de dentro de mim e me permitindo dormir em paz. Ter esperança e fé.
Logo depois que me reencontrei com meu algoz, muitas coisas se passaram pela minha cabeça. Medos principalmente. Medo de errar. Medo de não ser o que ele realmente quer. Medo dele não ser o que eu realmente quero. Medo de que ele vacile novamente comigo. Medo de perder. Medo de me perder. Medo de estar me precipitando e Medo de estar cometendo um erro em adiar o inadiavel.
Eu lembrei que quando eu tinha seis anos de idade em meu aniversário eu olhei para uma estrela cadente e fiz um desejo. Não me lembro exatamente o que eu desejei. Mas pedi uma pessoa, fosse homem ou mulher, que me amasse... citei muitas das caracteristicas. Mas não fui muito especifico porque achava que ficaria cada vez mais dificil pra Deus fazer pra mim. Anos se passaram e em cada aniversario eu repitia o pedido, alterava algumas coisas ou simplesmente cobrava a Deus. Até que com uma certa idade eu havia desistido e desacreditado. Achei que era sonho de criança. De uma criança que sempre quis o amor Eros, desde seus quatro anos de idade. Mas foi somente com 23 anos que ele apareceu. Meu algoz. Não foi no exato momento que o identifiquei como meu presente de Deus. Mas foi em alguns meses. A historia se reviveu em minha mente depois de conversarmos sobre almas gêmeas e eu contar pra ele sobre meu desejo. Eu me surpreendia e me arrepiava por estar descrevendo ele. Fiz mais ou menos os calculos entre nossas datas de aniversário e tudo era coerente. Ele nasceu nove meses depois do meu aniversário e tem quase sete anos de diferença entre nossas idades. Coincidencias demais. Fora que nunca me apaixonei dessa forma por ninguem. Tão intenso, tão terno. Mas o medo me fez sufoca-lo, engana-lo, intimida-lo e por fim perdê-lo. 
Achei que seria meu fim, porque tudo o que eu planejei pro futuro era pra ser nós dois. 
No princípio do fim, achei que nada mais teria sentido. Mas pro meu ledo engano, uma tempestade amaldiçoada pairou sobre mim. Me recobrindo de desgraças e perdas.  Tudo ao mesmo tempo. Uma atrás da outra.
Mas que incrível, eu sobrevivi. E estou me sentindo muito bem. A maioria dos medos perderam a força, pois a maioria dos medos era medo de perdas. Então eu posso fazer minhas escolhas mais abertamente. E claro, tenho de ser ligeiro antes que estes demonios recuperem suas energias e voltem a me atormentar.
Por isso, chega de perder tempo com futilidades. Vamos ao que realmente interessa. Cuidar de mim em primeiro lugar e honras, amar e respeitar as pessoas que estão ao meu redor e querem meu bem e que eu quero muito bem. Somente me ajudando é que vou poder ajudar os outros. Antes disso, eu me torno um eco. Apenas um eco. E não quero ser apenas isso. Eu sou muito mais. Tenho muita luz a dividir. Muita caridade a fazer. Muita gente pra ajudar. Mas tenho que estar bem comigo mesmo primeiro. E é o que eu vou fazer.
Foi preciso me quebrar em cacos, chegar ao fundo do poço totalmente espatifado, quase chegar a loucura pra finalmente me encontrar e me remontar. Mas não vou me remontar de qualquer jeito. Paciência é a primeira lição. Vou tornar da minha alma um lindo e forte vitral.

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