Como de praxe eu começo os relatos falando de meus despertares tranquilos e matutinos. Mas hoje foi com certeza uma excessão à regra. Eu dormia tranquilo e nem queria saber da hora, eu estava confortavel em meu chão, lençol e travesseiros e nem lhes sei dizer no que sonhei. Mas uma dor excruciante me tomou. Os musculos e nervos da panturrilha se enrolaram e se comprimiram subitamente. Esta seria a caimbra mais dolorosa que eu já havia sentido. Sua deformidade, rigidez e dor eram incomparaveis. Juro que nunca desmaiei antes, mas desta vez achei que não suportaria a dor. A irmã mais chegada acordou com meus gemidos discretos mas que transpareciam a dor que eu sentia. Ela saltou da cama e veio me ajudar. Se eu não tivesse parado de me massagear para que eu esticasse a perna para ela terminar nada teria resolvido e eu teria apagado com toda certeza. A dor diminuiu até quase desaparecer. Bati a cabeça no travesseiro e a primeira coisa que pensei foi "Meu Deus, estou com minha perna intacta, e estava chorando de dor e medo de uma espécie de atrofia. E tem muita gente no mundo sofrendo muito mais por não ter uma perna ou por dores que não se aliviam sem remédios fortíssimos. Obrigado Senhor, por tudo que eu tenho. Por que eu mereço.". Deixei minha irmãzona voltar a dormir e fiquei olhando pro teto. Depois de um tempo resolvi pegar uma das revistas delas pra ler. Uma delas ostentava a matéria sobre a entrevista realizada com Lady Gaga, e eu simplesmente queria saber o significado do nome desta mulher. O belo hospede abriu a porta, talvez pra ver se estavamos acordados. Ele me viu desperto e foi muito gentil. Não tão espalhafatoso como no dia anterior e eu pude ver sua alma gentil e séria. E gostei do que vi mesmo em um segundo. Minha adimiração por ele cresceu. E por favor, não confundam adimiração com outras coisas. Nada de segundas intenções, eu juro. Quando ele fechou a porta voltei a ler a matéria que estava interessantíssima. Eu entendi Gaga e embora gostasse de algumas músicas e achasse ela engraçada, passei a vê-la com outros olhos. Olhos de fã. Não de adorador ou adulador. Mas de um... adimirador de seu trabalho, sua arte e de si mesma como pessoa. Nunca conversei com Gaga e obviamente nunca o farei, mas se tudo o que ela disse é verdade - e eu sou dificil de acreditar na mídia - este será meu pensamento sobre ela.
Resolvi deixar Gaga de lado sem terminar de ler a imensa entrevista. Meus pensamentos ja estavam voltados para meu amado algoz. E eu tinha de escrever. Sem um computador em mãos comecei a colocar as primeiras coisas que me vinham em mente no papel. E não teve exatamente um fim ao texto ou conclusão. Eu simplesmente parei, baixei a cabeça, suspirei fundo, olhei no relógio. Já eram quase meio dia, então decidi acordar as garotas. Como sempre, somente uma delas, e sempre a mesma acordou.
No momento em que me levantava, o belo rapaz abriu a porta do quarto.
Nada demais falamos umas besterinhas e ele saiu. Eu o segui. Tentei puxar qualquer tipo de papo pra passar o tempo, mas ele estava meio distante e eu me senti um pouco sem graça. Sem querer deixar transparecer meu embaraço comecei a digitar ao computador sobre os relatos. Seu irmão acordou e puxou assunto. Tive de parar diversas vezes de escrever para dar lhe atenção. Sem esforço algum. Ele foi muito simpático. E o papo se desenvolveu. Nossa que legal, eu estava me enturmando. Posteriormente, o irmão compenetrado voltou sua atenção para nós e se envolveu no papo, que não parou mais.
As meninas vieram e eu sabia que tinhamos que ir. Afinal, já deveriamos ter voltado pra Caxias. Tinhamos outro compromisso com a rica alerquina carioca. O de parabenizar seu filho mesmo que por vinte minutos.
Nossa. Me estressei.
Não saiamos nunca.
Mesmo arrumadas, não resolviam pra onde iriamos.
A filha da hippie não queria falar com a mãe e sua namorada muito menos. Brigas e desentendimentos. Até tocaram em termino. Eu fiquei no meio. Tenso e irritado. E querendo ajudar, e depois de muita insistência liguei.
Quatro tentativas em vão. Pegamos as coisas e decididos iriamos para Caxias.
Por sorte não haviamos conseguido nenhum taxi, pois o retorno foi rápido.
Cara, eu ouvi berror dirigidos a mim por causa dessa história toda e no final das contas a filha da maluca atendeu. Que ódio. Nem minha mãe grita comigo.
Eu já não estava bem, minha vida um inferno.
1°- Minha tia recentemente veio morar na casa da minha vô do qual vivo de favor com minha mãe. Descobrimos que ela tem câncer e nada podemos fazer.
2°- Minha irmã se mudou para lá porque tinha de trabalhar e não tinha com quem deixar o filho. Sobrou pra minha mãe que carregava o piquerruxo gostosinho para o emprego dela.
3°- Meu namorado me trai e termina comigo.
4°- Sou inesperadamente demitido em uma arapuca filha da p***.
Se estou longe de casa é pra dar um tempo na minha cabecinha. Não quero mais estresse. Não preciso disso.
Fiquei mudo. Meus olhos diziam tudo. Mas por fim. Após a confusão resolvida e a visita ao local onde deveria estar o rebento da alerquina - não durou nem cinco minutos e o rapaz não estava - voltamos pra Caxias.
Nossa que alivio. Todos voltaram a sorrir. Todos voltaram a brincar. O drama e a raiva de todos passaram. Abençoada seja esta casa.
Cuidei de minha irmazinha gripadissima e ela dormiu. Um grande amigo. E eu to falando de um cara fora de série. Ele está com problemas e eu não podia de chama-lo para conversar. Muitos assuntos vieram e se foram, e no final eu estava de cabeça baixa. Ele perguntou por que eu eu disse que não parava de pensar no meu algoz. Ele pediu um abraço e foi ali que eu chorei. Desabafei um pouco e logo voltei ao normal. Queria poder homenagear todas essas pessoas citando ao menos seus nomes. Mas prefiro mantê-las anônimas. Mas elas com certeza sabem que meu coração já as homenageia todos os dias.
Não resisti. Enviei um SMS para meu amado algoz. Ele não respondeu. Minha amiga ligou para ele e ele falou que ligaria pra mim, mas que estava confirmadíssimo na segunda.
Alívio? Medo? Não sei. E nem quero pensar nisso. O que tiver de ser será.
Eu sou um livro destrancado. Estou aqui para ser lido. Se vou ser compreendido ou não, não é meu objetivo. Se vão concordar comigo ou não, eu não sei. Mas se você está lendo até aqui é porque ou se importa ou gosta do que lê. Então meu objetivo está cumprido.
Amo vocês!!!
Algumas páginas para definir meu senso e compartilhar experiências com amigos e afins.
sábado, 31 de julho de 2010
Admirável Mundo Novo - 5° Relato
Juro que não queria acordar. Eu já me encontrava melhor do resfriado, mas com uma preguiça sem tamanho. Meus ouvidos estavam gelados devido a potência do ar condicionado. Três cobertores foram ótimos companheiros na jornada matutina ao reino dos sonhos. Como sempre eu fui o primeiro a acordar -ou ser acordado, não tenho certeza - e consecutivamente acordei a irmã menos preguiçosa com beijos e carinhos. É realmente muito bom dormir ou acordar com beijos e carinhos, mesmo sem segundas intenções. Particularmente eu curto. Seja quem for. E se ainda for de meu algoz, meu Deus. hahaha.
Mas retornando ao relato. Tinhamos uma agenda para cumprir. E meus instintos me avisaram que nada sairia exatamente como o planejado, ou pelo menos não na hora do planejado. Mas elas tinham algo importante a conquistar e queriam minha presença.
Enquanto as princesinhas despertavam se aos beijos e abraços em sua particularidade íntima eu aguardei preguiçoso na sala conversando com o mãe de uma delas e uma outra mulher muito bonita e que se tornou muito amiga. Realmente acho ela atraente, mas sei onde não devo pisar.
Pelos Deuses, um taxi viria nos buscar em Caxias e nos levar para Copacabana. Para casa da mãe de uma delas. Antes de conhecer a figura, fui alertado de que ela era uma pessoa pirada e sabia que a filha e a consorte não queriam vê-la. Mas precisavam. Um receio estranho cresceu em meu peito.
O ser tão temido era uma pequena mulher hippie e 'maluco beleza', engraçada, falastrona e sem nenhuma espécie de filtro ou 'simancol'. Cara, como uma mulher assim põe medo em alguém se não devido aos rios de dinheiro que tem pra gastar herdados do recem falecido marido. O motivo de nossa visitinha? Compras para a reforma do apartamento. Tintas especiais. Tapeçaria de alta qualidade. E uma lista imensa de móveis para adornar o local. Meu Deus, nunca vi coisa similar. Quase vinte mil reais de compras em uma só vez. Mas eu estava feliz por minhas amigas. Infelizmente, a compra teve de ser adiada por motivos técnicos. Isso foi depois de quase duas horas na mesma loja. Eu ri de nervoso. E vi o sorriso da rica 'alerquina' carioca murchar. Sem perder a pose fomos embora com promesa de voltarmos muito em breve pra buscar tudo. E não deve ser mentira, já que a intenção é convicta.
Dali fomos a casa do que seriam meus novos amigos. Dois caras fora de série. Sensacionais. Mas completamente fora do meu mundo e realidade. Gente que nasce em berço de ouro enxerga o mundo de forma diferente da das pessoas as quais estou acostumado a lidar. Mas continuam sendo tão boas, excêntricas e divertidas quanto quaisquer outras. Confesso que esperava um pouco mais de diversão. Mas consegui arrancar lágrimas de gargalhadas de todos, até mesmo as minhas. rs
Fomos dormir tarde. (Como sempre.)
Meu repouso foi escolhido por mim. Entre as opções de dormir no quarto do belo rapaz gay, do inteligente irmão hétero, das meninas ou no sofá da sala. Eu acanhadamente pedi a permissão para ficar com as girls. Tendo certeza que não incomodaria ninguém e nem daria chance a interpretações erradas. (Eu acho)
Colchonete + chão = Binho dormindo.
Sozinho em meu canto eu me peguei a adimirar os detalhes do quarto. Mas não sei dizer lhes como eram. Eu so enxergava o rosto do meu algoz. Lembrava de sua boca e de sua voz. De seu toque e da cara de indiferente que fazia quando eu mais o queria. E depois do sorriso infantil e pidão de quando eu estava pregado de sono e ele o extremo oposto desejava algo mais picante.
Me pergunto, as vezes, se isso é normal. Já se passaram quatro dias. Ou apenas quatro dias. Não estou morrendo sem ele. Não estou vivendo sem ele. Ou será que estou?
De qualquer forma eu sinto falta. Muita falta.
Aqueles que conhecem a historia de desamor de Lady Gaga entenderiam porque eu me conformei do qual sou normal quando ler. Não que ela seja uma completa pirada. Eu nem gostava tanto dela assim. Mas acabei pensando depois de lêr neste fim de semana. Desilusão amorosa não tem cura, você pode ter amantes, dinheiro e fama, mas nada cura a dor de um verdadeiro amor.
Ele pensa que está me fazendo bem ficar longe para que eu o esqueça, julgando que foi muito ruim pra mim? Tolinho. Eu decido isso.
Não sou Gaga. Mas sou Binho.
E com certeza eu sou mais eu!!!
Mas retornando ao relato. Tinhamos uma agenda para cumprir. E meus instintos me avisaram que nada sairia exatamente como o planejado, ou pelo menos não na hora do planejado. Mas elas tinham algo importante a conquistar e queriam minha presença.
Enquanto as princesinhas despertavam se aos beijos e abraços em sua particularidade íntima eu aguardei preguiçoso na sala conversando com o mãe de uma delas e uma outra mulher muito bonita e que se tornou muito amiga. Realmente acho ela atraente, mas sei onde não devo pisar.
Pelos Deuses, um taxi viria nos buscar em Caxias e nos levar para Copacabana. Para casa da mãe de uma delas. Antes de conhecer a figura, fui alertado de que ela era uma pessoa pirada e sabia que a filha e a consorte não queriam vê-la. Mas precisavam. Um receio estranho cresceu em meu peito.
O ser tão temido era uma pequena mulher hippie e 'maluco beleza', engraçada, falastrona e sem nenhuma espécie de filtro ou 'simancol'. Cara, como uma mulher assim põe medo em alguém se não devido aos rios de dinheiro que tem pra gastar herdados do recem falecido marido. O motivo de nossa visitinha? Compras para a reforma do apartamento. Tintas especiais. Tapeçaria de alta qualidade. E uma lista imensa de móveis para adornar o local. Meu Deus, nunca vi coisa similar. Quase vinte mil reais de compras em uma só vez. Mas eu estava feliz por minhas amigas. Infelizmente, a compra teve de ser adiada por motivos técnicos. Isso foi depois de quase duas horas na mesma loja. Eu ri de nervoso. E vi o sorriso da rica 'alerquina' carioca murchar. Sem perder a pose fomos embora com promesa de voltarmos muito em breve pra buscar tudo. E não deve ser mentira, já que a intenção é convicta.
Dali fomos a casa do que seriam meus novos amigos. Dois caras fora de série. Sensacionais. Mas completamente fora do meu mundo e realidade. Gente que nasce em berço de ouro enxerga o mundo de forma diferente da das pessoas as quais estou acostumado a lidar. Mas continuam sendo tão boas, excêntricas e divertidas quanto quaisquer outras. Confesso que esperava um pouco mais de diversão. Mas consegui arrancar lágrimas de gargalhadas de todos, até mesmo as minhas. rs
Fomos dormir tarde. (Como sempre.)
Meu repouso foi escolhido por mim. Entre as opções de dormir no quarto do belo rapaz gay, do inteligente irmão hétero, das meninas ou no sofá da sala. Eu acanhadamente pedi a permissão para ficar com as girls. Tendo certeza que não incomodaria ninguém e nem daria chance a interpretações erradas. (Eu acho)
Colchonete + chão = Binho dormindo.
Sozinho em meu canto eu me peguei a adimirar os detalhes do quarto. Mas não sei dizer lhes como eram. Eu so enxergava o rosto do meu algoz. Lembrava de sua boca e de sua voz. De seu toque e da cara de indiferente que fazia quando eu mais o queria. E depois do sorriso infantil e pidão de quando eu estava pregado de sono e ele o extremo oposto desejava algo mais picante.
Me pergunto, as vezes, se isso é normal. Já se passaram quatro dias. Ou apenas quatro dias. Não estou morrendo sem ele. Não estou vivendo sem ele. Ou será que estou?
De qualquer forma eu sinto falta. Muita falta.
Aqueles que conhecem a historia de desamor de Lady Gaga entenderiam porque eu me conformei do qual sou normal quando ler. Não que ela seja uma completa pirada. Eu nem gostava tanto dela assim. Mas acabei pensando depois de lêr neste fim de semana. Desilusão amorosa não tem cura, você pode ter amantes, dinheiro e fama, mas nada cura a dor de um verdadeiro amor.
Ele pensa que está me fazendo bem ficar longe para que eu o esqueça, julgando que foi muito ruim pra mim? Tolinho. Eu decido isso.
Não sou Gaga. Mas sou Binho.
E com certeza eu sou mais eu!!!
Vale a pena? - 4° Relato
Nossa. Eu acordei bem e euforico. Mas meus sonhos eram direcionados para meu amado algoz. Esse foi o momento que minha mente decidiu confrotar me mais uma vez. Valores e pecados. Dores e momentos de intimidade. Mas os momentos felizes e o bem que ele me fez eram mais presentes nesse meu debate interno.
As horas custavam a passar. Eu prisioneiro de mim mesmo. Avoado e distante, aguardando o momento de retornar a minha vida alternativa. A viagem foi mais rápida que das ultimas vezes, talvez por eu ja estar me familiarizando com a rota.
Chegar foi igualmente bom. A receptividade daqueles que agora me cercavam era intensa e verdadeira. Eu era uma pessoa comum, mas com valores e tão humana quanto todos ali.
A verdade é que não me sinto assim no meu dia a dia. Oras sou um completo solitário, oras sou mais um e o pior é quando você se torna tão comum quanto um adorno de parede.
Onde eu estava agora não é exatamente um lugar de plena paz, amor e compreensão. É uma família com seus erros e dificuldades. Uma familia como a minha. Mas uma familia que abriu seus braços para um ilustre desconhecido como se houvesse nascido e sempre vivido entre os seus. Quem não se sentiria bem em meu lugar?
Como contra-parte, não era apenas eu que estava sendo ajudado, mas eu tinha a oportunidade de ajudar. Não foram os creditos que me fizeram sorrir, foram os sorrisos e a tranquilidade que consegui instaurar. Mesmo que da noite pro dia tudo mude, eu já estarei com a sensação de missão cumprida.
Conversas e video games não foram o suficiente para tirar meu amado algoz da cabeça. Na verdade eu queria que ele estivesse comigo aproveitando tudo aquilo e eu pudesse transferir todo aquele amor pulsante para ele e numa troca sadia receber mais uma vez de volta do mesmo para devolver a aquelas pessoas amadas. Infinito? Amor é infinito? Interessante quando se pensa assim.
Ele com certeza pensa que não vivo sem ele. Acho que a culpa é minha por dizer isso. Eu fiz minha parte, eu sei. Fiz mais do que eu divia até. Ele é uma parte de mim. Está eternizado na minha história e nada mudará isso. Mesmo que amanhã o odeie profundamente. Está é uma verdade insubstituível.
Ao anoitecer as minhas amadas irmãs conseguiram mais uma vez se desentender. E não foi preciso muita explicação para saber do que realmente se tratava. Mas por céus, elas se amam, e eu não podia deixar elas sofrerem um pouquinho mais que seja. Impossível não me ver nessa mesma situação, não é mesmo? Mas o que eu não queria que elas vissem em mim a carência na qual eu estava. Nossa. Sexo. Estava louco pra transar. Não. Não as desejei em momento nenhum. Meu Deus, isso seria meio que insexto. Eca. Não. Eu queria meu algoz.
Inusitadamente, um cavaleiro de armadura prateada chegou lindissimo até lá. Nós ficamos sozinhos conversando. Por muito e muito tempo. Cara, viramos amigos. Mas com certeza eramos pra ser bem mais que isso. Deixo no ar a pergunta: Foi ele quem não quis? hahaha. (eu sei a resposta)
Ele se foi, mesmo ezitante. E depois eu e as meninas fomos dormir. Na minha mente eu saberia que não ficaria sozinho muito tempo. Mas eu não queria outra pessoa. Será que ele volta pra mim?
Não sei.
Mas percebi que não sou eu mais que vou ter que procurar.
Esta é a triste verdade.
Um paradoxo do qual me foi imposto e no qual estou conseguindo conviver.
Mas ninguém pode controlar seus próprios sonhos e impulsos.
E nos meus sonhos eu fiz amor intenso com meu algoz.
As horas custavam a passar. Eu prisioneiro de mim mesmo. Avoado e distante, aguardando o momento de retornar a minha vida alternativa. A viagem foi mais rápida que das ultimas vezes, talvez por eu ja estar me familiarizando com a rota.
Chegar foi igualmente bom. A receptividade daqueles que agora me cercavam era intensa e verdadeira. Eu era uma pessoa comum, mas com valores e tão humana quanto todos ali.
A verdade é que não me sinto assim no meu dia a dia. Oras sou um completo solitário, oras sou mais um e o pior é quando você se torna tão comum quanto um adorno de parede.
Onde eu estava agora não é exatamente um lugar de plena paz, amor e compreensão. É uma família com seus erros e dificuldades. Uma familia como a minha. Mas uma familia que abriu seus braços para um ilustre desconhecido como se houvesse nascido e sempre vivido entre os seus. Quem não se sentiria bem em meu lugar?
Como contra-parte, não era apenas eu que estava sendo ajudado, mas eu tinha a oportunidade de ajudar. Não foram os creditos que me fizeram sorrir, foram os sorrisos e a tranquilidade que consegui instaurar. Mesmo que da noite pro dia tudo mude, eu já estarei com a sensação de missão cumprida.
Conversas e video games não foram o suficiente para tirar meu amado algoz da cabeça. Na verdade eu queria que ele estivesse comigo aproveitando tudo aquilo e eu pudesse transferir todo aquele amor pulsante para ele e numa troca sadia receber mais uma vez de volta do mesmo para devolver a aquelas pessoas amadas. Infinito? Amor é infinito? Interessante quando se pensa assim.
Ele com certeza pensa que não vivo sem ele. Acho que a culpa é minha por dizer isso. Eu fiz minha parte, eu sei. Fiz mais do que eu divia até. Ele é uma parte de mim. Está eternizado na minha história e nada mudará isso. Mesmo que amanhã o odeie profundamente. Está é uma verdade insubstituível.
Ao anoitecer as minhas amadas irmãs conseguiram mais uma vez se desentender. E não foi preciso muita explicação para saber do que realmente se tratava. Mas por céus, elas se amam, e eu não podia deixar elas sofrerem um pouquinho mais que seja. Impossível não me ver nessa mesma situação, não é mesmo? Mas o que eu não queria que elas vissem em mim a carência na qual eu estava. Nossa. Sexo. Estava louco pra transar. Não. Não as desejei em momento nenhum. Meu Deus, isso seria meio que insexto. Eca. Não. Eu queria meu algoz.
Inusitadamente, um cavaleiro de armadura prateada chegou lindissimo até lá. Nós ficamos sozinhos conversando. Por muito e muito tempo. Cara, viramos amigos. Mas com certeza eramos pra ser bem mais que isso. Deixo no ar a pergunta: Foi ele quem não quis? hahaha. (eu sei a resposta)
Ele se foi, mesmo ezitante. E depois eu e as meninas fomos dormir. Na minha mente eu saberia que não ficaria sozinho muito tempo. Mas eu não queria outra pessoa. Será que ele volta pra mim?
Não sei.
Mas percebi que não sou eu mais que vou ter que procurar.
Esta é a triste verdade.
Um paradoxo do qual me foi imposto e no qual estou conseguindo conviver.
Mas ninguém pode controlar seus próprios sonhos e impulsos.
E nos meus sonhos eu fiz amor intenso com meu algoz.
O Torpor - 3° Relato
Meu despertar foi rápido. Apenas algumas horas dormindo e tive de partir para meus comprimissos.
Em outras palavras, eu tinha que voltar a minha realidade.
Peguei o primeiro ônibus e voltei a meu refúgio. Claro, não posso deixar de dizer que tive de aproveitar a lan house em meu caminho para saber se alguma novidade havia na minha vida mesmo de forma virtual.
Não me demorei. Cheguei em casa para o seio de minha família verdadeira. Foi bom ser recebido com uma certa saudade e carinho. Mas meu corpo estava exausto e enfraquecido. No quarto, um colchão jazia no chão de qualquer jeito, com travesseiros e um cobertor. Foi ali que desmaiei.
Fato. Eu não dormir. Minha intenção era sentar e desfazer minha mala, mas literalmente fui arrebatado de forma a tombar e apagar.
Horas depois eu havia acordado. Minha avô insistiu veementemente para que eu comece. Vocês não acreditaram no que vou dizer, mas um simples miojo levou uma hora para ser degustado e com uma dificuldade surpreendente. Para novamente voltar aos braços de Morpheus.
Despertado tempos mais tarde para uma visita médica do qual eu havia agendado.
E um dos motivos pelo qual voltei para casa.
A noite encontrei com um amigo e meu cunhado. Curti meu sobrinho lindo e amado, e minha verdadeira e insubistituivel irmã. Sem falar na maezona que eu tenho. Nossa. Que mulher é aquela. E ela não conseguiria entender como é importante pra mim. E acho que nesse ponto eu peco. Falar de sentimento com os outros é bem mais fácil.
Custamos a dormir porque estamos com muita saudade. Meu sobrinho dormiu abraçado e eu pude fechar meus olhos lacrimosos de que o mais importante eu teria sempre ao meu lado. O amor da minha familia.
Em outras palavras, eu tinha que voltar a minha realidade.
Peguei o primeiro ônibus e voltei a meu refúgio. Claro, não posso deixar de dizer que tive de aproveitar a lan house em meu caminho para saber se alguma novidade havia na minha vida mesmo de forma virtual.
Não me demorei. Cheguei em casa para o seio de minha família verdadeira. Foi bom ser recebido com uma certa saudade e carinho. Mas meu corpo estava exausto e enfraquecido. No quarto, um colchão jazia no chão de qualquer jeito, com travesseiros e um cobertor. Foi ali que desmaiei.
Fato. Eu não dormir. Minha intenção era sentar e desfazer minha mala, mas literalmente fui arrebatado de forma a tombar e apagar.
Horas depois eu havia acordado. Minha avô insistiu veementemente para que eu comece. Vocês não acreditaram no que vou dizer, mas um simples miojo levou uma hora para ser degustado e com uma dificuldade surpreendente. Para novamente voltar aos braços de Morpheus.
Despertado tempos mais tarde para uma visita médica do qual eu havia agendado.
E um dos motivos pelo qual voltei para casa.
A noite encontrei com um amigo e meu cunhado. Curti meu sobrinho lindo e amado, e minha verdadeira e insubistituivel irmã. Sem falar na maezona que eu tenho. Nossa. Que mulher é aquela. E ela não conseguiria entender como é importante pra mim. E acho que nesse ponto eu peco. Falar de sentimento com os outros é bem mais fácil.
Custamos a dormir porque estamos com muita saudade. Meu sobrinho dormiu abraçado e eu pude fechar meus olhos lacrimosos de que o mais importante eu teria sempre ao meu lado. O amor da minha familia.
Efeito Dominó - 2° Relato
Estava uma linda manhã lá fora. E eu fui acordado pelo celular tocando compulsivamente. Eram compromissos esquecidos e que possivelmente seriam adiados para o dia seguinte. Minhas novas irmãs ainda permaneciam dormindo e lindas do meu lado no colchão, cobertas até o pescoço. Aquelas novas pessoas realmente se importavam comigo. Queriam me ouvir e serem ouvidas. Não foi por acaso que tudo aconteceu. A conversa que tive com minha nova mãe, foi inspiradora. Ela precisava de palavras de incentivo, pois padecia em tristeza pela perda de sua filha primogênita em um terrivel acidente, já fazendo pouco mais de um ano. Tenho certeza que eu não estava sozinho falando. Eu sempre sinto esta presença estranha nesses momentos de ''caridade". E me sinto muito bem em ajudar. As vezes esquecendo até mesmo da minha própria dor.
Logo em seguida uma das meninas acordou. Conversamos bastante. Resolvi ligar para casa para saber o motivo de uma das chamadas perdidas. E além dos inumeros recados deixados, um me chamou a atenção. Eu deviria ligar para meu trabalho e assim o fiz. Deixei recado e meu telefone de contato. Algumas horas depois, a chefia imediata me ligou simplificando minha demissão.
Em choque fiquei. Mas haviam amigos por pertos que sentiram meu desespero. Pena que a pessoa que eu mais queria chorar no ombro estava fora do meu alcance.
Mesmo assim, enviei uma mensagem informando de forma singular minha despensa.
Horas mais tarde ele me ligou. Fiquei feliz e com medo ao mesmo tempo. O acordo havia sido sutilmente rompido sem eu perceber.
Será que isso iria criar uma prorrogação do nosso prazo de não-comunicação? Eu não sei.
O dia foi terrivel. Mas no final da noite um certo alguém apareceu. Nossa, ele foi tão legal e importante naquele momento. Sua presença e suas palavras me reergueram. Mas de longe ele não conseguiu me fazer esquecer meu amado algoz.
Drama? Eu não queria que este relato fosse assim. Mas a dor é recente demais para ser igonorada ou ilustrada de uma maneira artificial para vocês leitores.
Desgraças acontecem o tempo todo. E quando as coisas estão ruins a tendência é piorar. Isso é pessimismo ou realidade?
Não sou pessimista. Sou realista. E acredito que é somente uma fase ruim.
O que não nos mata, nos fortalece!
Logo em seguida uma das meninas acordou. Conversamos bastante. Resolvi ligar para casa para saber o motivo de uma das chamadas perdidas. E além dos inumeros recados deixados, um me chamou a atenção. Eu deviria ligar para meu trabalho e assim o fiz. Deixei recado e meu telefone de contato. Algumas horas depois, a chefia imediata me ligou simplificando minha demissão.
Em choque fiquei. Mas haviam amigos por pertos que sentiram meu desespero. Pena que a pessoa que eu mais queria chorar no ombro estava fora do meu alcance.
Mesmo assim, enviei uma mensagem informando de forma singular minha despensa.
Horas mais tarde ele me ligou. Fiquei feliz e com medo ao mesmo tempo. O acordo havia sido sutilmente rompido sem eu perceber.
Será que isso iria criar uma prorrogação do nosso prazo de não-comunicação? Eu não sei.
O dia foi terrivel. Mas no final da noite um certo alguém apareceu. Nossa, ele foi tão legal e importante naquele momento. Sua presença e suas palavras me reergueram. Mas de longe ele não conseguiu me fazer esquecer meu amado algoz.
Drama? Eu não queria que este relato fosse assim. Mas a dor é recente demais para ser igonorada ou ilustrada de uma maneira artificial para vocês leitores.
Desgraças acontecem o tempo todo. E quando as coisas estão ruins a tendência é piorar. Isso é pessimismo ou realidade?
Não sou pessimista. Sou realista. E acredito que é somente uma fase ruim.
O que não nos mata, nos fortalece!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Obliterando a Armadura Íntima - 1° Relato
Eu sabia que este seria o mais dificil de escrever.
O começo, sempre é o mais difícil.
Pensei em diversas formas de faze-lo.
Então decidir narrar o prelúdio deste relato, para que melhor se faça entender
...
Um turbilhão de emoções se apoderaram de mim este fim de semana. Mas este de longe foi o princípio. Tudo começa na noite do dia 21/07/2010, por volta das 20h da noite. A pessoa que eu mais ansiava em ver, após minhas férias na casa de praia de minha madrinha e na de meu pai, viria ao meu encontro, não por saudades, mas para me dizer algo terrível. O fim de nosso relacionamento com o envolto de um ato de traição física. Sim, resumidamente foi isso que aconteceu. Mas apesar de tudo ainda continuamos sobrevivêndo.
No decorrer deste tempo, eu, que tinha um gosto normal tanto pela comida quanto pelo sono, fui surpreendido com a ausência de apetite e crises de insônias que duraram cinco dias.
...
Na madrugada de domingo para segunda eu estava deitado no quartinho de empregada da casa de um amigo. Sem forças, sem fome e sem sono. Completamente inerte e com os pensamentos mais terriveis passando por minha cabeça. Ah, como eu queria que ele estivesse ali e me amasse. Tudo teria ficado melhor. Mas, repentinamente levantei de subito com a sensação, que mais tarde descobrir nomear como, sangue invísivel. - O sangue invisivel é o fato de se sentir cheiro e gosto de sangue sem haver realmente sangue. Mas no meu caso eu sentia a textura e o jorro vertiginoso das minhas narinas.
Me levantei e corri para o banheiro, constatando assim que tudo não passava de coisas da minha cabeça.
Preferi sair do apartamento e retornar a minha casa o mais breve possível.
Ao chegar em meu refúgio sagrado, exitei, mas liguei para um psiquiatra conhecido. O que ele falou me supreendeu ainda mais. "Sua mente está matando seu corpo" tudo isso pela falta que eu sentia do meu amor. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Afinal, eu já estava decidido deixar o barco correr e ver que bicho ia dar. Mas eu estava terrivelmente doente e definhando.
Inquieto, tomei o telefone em minhas mãos e na mesma hora liguei para aquele pelo qual meu coração pulsante se dilacera. Ele me contou sobre suas mentiras de fim de semana e o motivo pelo qual não queria me ver. Seu ciumes e o fato de um termino definitivo com seu ficante. Mas em sua voz havia um ''tom'' de incerteza. Marquei com urgência um encontro com ele. Mas não sabia exatamente o que eu deveria dizer. Somente queria ve-lo e saber se a proposta de voltar pra mim feita na sexta ainda estava em validade ou em recusa.
Não aguentando a ansiedade, sai de casa algumas horas mais cedo. Caiu no abrigo de uma lan house e como eu não canso de me surpreender. Chorei. Chorei muito. Chorei por tudo que tinha perdido. Pela falta que ele me faz. Me desesperei como nunca e ignorando a vergonha de ter os outros olhando pra mim questionativamente, continuei a digitar em minha particular conversa com meu melhor amigo virtual. Sua sugestão eu acatei.
Ao me encontrar com meu amor, eu ignorei raiva, ciúmes, vergonha, orgulho e todas e qualquer coisa que poderia me servir de broquel para não ser me inteiramente explicito e frágil. Sim, em outras palavras eu me declarei e implorei para não continuarmos fazendo burradas e nos afastarmos. Eu sabia que ele me amava e eu estava certo do que sentia. Então, porque não pararmos de sofrer?
Ele ouviu tudo com frieza e até com certo desprezo. E no final, pediu me para fazermos um teste.
Teriamos de ficar uma semana sem se falar. Eu faria um relato sobre o que acontecesse comigo e liberado para ficar com quem quisesse. Ele prometeu não se envolver com mais ninguém e pesaria os prós e contras de toda uma vida que tivemos em dois anos e meio de namoro/casamento.
Sem mau se despedir, desci do ônibus na central e tomei um trêm para caxias onde fui me recolher na casa de uma grande amiga.
Não. Não tinha presenças masculinas para conversar. E acho que foi até melhor assim. Fui tratado como parte da família. Me senti bem por verem minhas qualidades sem que eu nem ao menos me esforçasse para demonstrar.
Sim, fiquei muito feliz. Mas continuava incompleto.
Meu paradoxo era saber viver sem ele para reconquista-lo. E eu tinha medo de não conseguir superar este meu paradigma.
Alguns podem dizer que ele foi cruel ou burro demais. Mas seja como for, ele tá me ajudando a ser livre e feliz sem ele. Só que o que ele não sabe é que ele é minha felicidade. Fui dormir com estes pensamentos após matar um belo prato de uma comidinha caseira de minha nova mãe e então dormir com minhas novas irmãs.
O começo, sempre é o mais difícil.
Pensei em diversas formas de faze-lo.
Então decidir narrar o prelúdio deste relato, para que melhor se faça entender
...
Um turbilhão de emoções se apoderaram de mim este fim de semana. Mas este de longe foi o princípio. Tudo começa na noite do dia 21/07/2010, por volta das 20h da noite. A pessoa que eu mais ansiava em ver, após minhas férias na casa de praia de minha madrinha e na de meu pai, viria ao meu encontro, não por saudades, mas para me dizer algo terrível. O fim de nosso relacionamento com o envolto de um ato de traição física. Sim, resumidamente foi isso que aconteceu. Mas apesar de tudo ainda continuamos sobrevivêndo.
No decorrer deste tempo, eu, que tinha um gosto normal tanto pela comida quanto pelo sono, fui surpreendido com a ausência de apetite e crises de insônias que duraram cinco dias.
...
Na madrugada de domingo para segunda eu estava deitado no quartinho de empregada da casa de um amigo. Sem forças, sem fome e sem sono. Completamente inerte e com os pensamentos mais terriveis passando por minha cabeça. Ah, como eu queria que ele estivesse ali e me amasse. Tudo teria ficado melhor. Mas, repentinamente levantei de subito com a sensação, que mais tarde descobrir nomear como, sangue invísivel. - O sangue invisivel é o fato de se sentir cheiro e gosto de sangue sem haver realmente sangue. Mas no meu caso eu sentia a textura e o jorro vertiginoso das minhas narinas.
Me levantei e corri para o banheiro, constatando assim que tudo não passava de coisas da minha cabeça.
Preferi sair do apartamento e retornar a minha casa o mais breve possível.
Ao chegar em meu refúgio sagrado, exitei, mas liguei para um psiquiatra conhecido. O que ele falou me supreendeu ainda mais. "Sua mente está matando seu corpo" tudo isso pela falta que eu sentia do meu amor. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Afinal, eu já estava decidido deixar o barco correr e ver que bicho ia dar. Mas eu estava terrivelmente doente e definhando.
Inquieto, tomei o telefone em minhas mãos e na mesma hora liguei para aquele pelo qual meu coração pulsante se dilacera. Ele me contou sobre suas mentiras de fim de semana e o motivo pelo qual não queria me ver. Seu ciumes e o fato de um termino definitivo com seu ficante. Mas em sua voz havia um ''tom'' de incerteza. Marquei com urgência um encontro com ele. Mas não sabia exatamente o que eu deveria dizer. Somente queria ve-lo e saber se a proposta de voltar pra mim feita na sexta ainda estava em validade ou em recusa.
Não aguentando a ansiedade, sai de casa algumas horas mais cedo. Caiu no abrigo de uma lan house e como eu não canso de me surpreender. Chorei. Chorei muito. Chorei por tudo que tinha perdido. Pela falta que ele me faz. Me desesperei como nunca e ignorando a vergonha de ter os outros olhando pra mim questionativamente, continuei a digitar em minha particular conversa com meu melhor amigo virtual. Sua sugestão eu acatei.
Ao me encontrar com meu amor, eu ignorei raiva, ciúmes, vergonha, orgulho e todas e qualquer coisa que poderia me servir de broquel para não ser me inteiramente explicito e frágil. Sim, em outras palavras eu me declarei e implorei para não continuarmos fazendo burradas e nos afastarmos. Eu sabia que ele me amava e eu estava certo do que sentia. Então, porque não pararmos de sofrer?
Ele ouviu tudo com frieza e até com certo desprezo. E no final, pediu me para fazermos um teste.
Teriamos de ficar uma semana sem se falar. Eu faria um relato sobre o que acontecesse comigo e liberado para ficar com quem quisesse. Ele prometeu não se envolver com mais ninguém e pesaria os prós e contras de toda uma vida que tivemos em dois anos e meio de namoro/casamento.
Sem mau se despedir, desci do ônibus na central e tomei um trêm para caxias onde fui me recolher na casa de uma grande amiga.
Não. Não tinha presenças masculinas para conversar. E acho que foi até melhor assim. Fui tratado como parte da família. Me senti bem por verem minhas qualidades sem que eu nem ao menos me esforçasse para demonstrar.
Sim, fiquei muito feliz. Mas continuava incompleto.
Meu paradoxo era saber viver sem ele para reconquista-lo. E eu tinha medo de não conseguir superar este meu paradigma.
Alguns podem dizer que ele foi cruel ou burro demais. Mas seja como for, ele tá me ajudando a ser livre e feliz sem ele. Só que o que ele não sabe é que ele é minha felicidade. Fui dormir com estes pensamentos após matar um belo prato de uma comidinha caseira de minha nova mãe e então dormir com minhas novas irmãs.
Introdução
De fato eu deveria ter começado a escrever tudo isso a quatro dias atrás. Mas deixei todos os detalhes se apurarem na minha cabeça até estar pronto para tal. Não está sendo tão dificil como pensei e nem ao menos tão facil como deveria ser.
Resolvi começar com uma introdução para explicar o inicio de tudo, (segundo meu ponto de vista) e o poder de que decisões bobas podem gerar catastrofés imensuravéis.
Não sei direto dizer quando tudo começou. Mas nossa história foi um mar de encontros e desencontros, de medos e lágrimas. Mas apesar de tudo isso, eramos inseparavéis. Essa rotina gerou um amor e um apego tão profundo em ambos que devido a ausência de novidades e expêriencias das partes tinhamos uma total fobia de acabarmos sedendo a caprichos primitivos e magoar a contra-parte.
Estes ciumes e privações nos levaram a nos machucar muito, e diversas vezes colocar na balança se era mais viavél conservar uma forte amizade do que um romance verdadeiro.
Eu mesmo me questionei dezenas de vezes se aquilo era bom para mim ou para ele. E a minha conclusão sempre acabava com a mesma resposta: Eu o AMO!
Minhas crises depressivas e minhas paranóias de baixa estima me levaram a fazer pouco caso de mim mesmo. O fato de se relacionar com alguém mais novo e de personalidade forte me deixava temeroso com o pior. Mas eu me tranquilizava por lembrar sempre de nossa promessa de amor e fidelidade.
Num determinado ponto após quase traições e muito descaso da parte dele eu comecei a me sentir carente e fui fortemente cativado por um grande amigo. Nossa afinidade cresceu tanto quanto nosso desejo. E apesar de feliz em ser querido eu tava dividido pelo amor de alguem ainda mais novo. Mas uma vez o medo me abateu ao me aproximar. Eu queria contar para meu parceiro o que se passava mas ele não me ouvia. Então um dia ele descobriu ao ler as conversas arquivadas do meu pc. Já haviamos completado um ano de namoro e aquela foi a nossa PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.
Ele me perdoou e prometeu não me abandonar sobre a condição que eu esquecesse esse meu "Quase Amante " virtual. Mas isso fez nossa relação se aprimorar e se revestir de carinhos e compreensões.
Num determinado ponto após quase traições e muito descaso da parte dele eu comecei a me sentir carente e fui fortemente cativado por um grande amigo. Nossa afinidade cresceu tanto quanto nosso desejo. E apesar de feliz em ser querido eu tava dividido pelo amor de alguem ainda mais novo. Mas uma vez o medo me abateu ao me aproximar. Eu queria contar para meu parceiro o que se passava mas ele não me ouvia. Então um dia ele descobriu ao ler as conversas arquivadas do meu pc. Já haviamos completado um ano de namoro e aquela foi a nossa PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.
Ele me perdoou e prometeu não me abandonar sobre a condição que eu esquecesse esse meu "Quase Amante " virtual. Mas isso fez nossa relação se aprimorar e se revestir de carinhos e compreensões.
Fomos felizes!
De alguns meses para cá, tudo passou a ser motivo de resentimentos e brigas. Na minha opinião todo casal passa por isso, por mais que isso incomode, doa e irrite. Os ciumes dele por mim eram perfeitamente exagerados e eu já não conseguia ponderar meus discursos e acabava soltando meia duzia de alfinetadas e recebendo centenas de patadas de volta. Mas foi um dia antes de minha viagem de férias que ele me traiu com um completo desconhecido.
Não esperando meu regresso já me notificou que algo de ruim entre nós aconteceria ou como ele usou em palavras "Não sobreviveriamos a isso".
Não esperando meu regresso já me notificou que algo de ruim entre nós aconteceria ou como ele usou em palavras "Não sobreviveriamos a isso".
No dia do meu retorno ele terminou comigo. Eu estava conformado a dar um tempo. Talvez era o que precisassemos para nos entender melhor. Mas dai ele contou sobre a traição sem sentido que cometeu. Minha dor foi alucinante, sua frieza era ... dolorosa de se presenciar. Ele parecia tão certo do que queria. E eu me senti um lixo. Largado com o coração cheio de amor e sangrando em minhas mãos. Minha vontade era tacar o velho pulsante vermelho no lixo para não sentir sua dor. Mas não consegui. A solução era envolve-lo em ataduras e deixa-lo quietinho.
Não chorei!
Tentei superar isso da maioria das formas possiveis. E mesmo com um pedido de um possivel ficante (deus grego, modéstia parte) eu o reneguei pela dor. Ainda me considerava casado.
O Deus grego e eu ficamos muito amigos e ele me convenceu a conversar sobre meus sentimentos com meu "ex".
Foi o que fiz.
Para a minha felicidade ele me pediu para voltar. Tentando nos valorizar um pouco deixei a proposta dele de me reconquistar prosseguir.
Minha felicidade foi ao auge.
Combinamos de sair no dia seguinte (sábado) e no dia posterior. Mas ele sumiu depois de nossa conversa de manhã cedo.
Medo, dor, diversos sentimentos e pensamentos passaram por mim. As poucas conversas curtas que conseguimos ter nessa passagem de fim de semana, foi revestida de mentiras e desculpas nas quais eu preferi fingir que acreditava.
Foi o que fiz.
Para a minha felicidade ele me pediu para voltar. Tentando nos valorizar um pouco deixei a proposta dele de me reconquistar prosseguir.
Minha felicidade foi ao auge.
Combinamos de sair no dia seguinte (sábado) e no dia posterior. Mas ele sumiu depois de nossa conversa de manhã cedo.
Medo, dor, diversos sentimentos e pensamentos passaram por mim. As poucas conversas curtas que conseguimos ter nessa passagem de fim de semana, foi revestida de mentiras e desculpas nas quais eu preferi fingir que acreditava.
Em plena segunda feira dia 26/07/2010, após o conselho de um fabuloso amigo, eu contei tudo o que se passava em minha mente e coração. Passando e filtrando sentimentos de receio da perda, rotina, orgulho, vergonha e enfins.
Ele foi frio, mas senti uma fagulha de esperança. E se hoje estou aqui escrevendo estas notas, é por uma promessa feita a ele nesse nosso ultimo encontro.
Ele me pediu para que durante uma semana não nos falassemos, mas que eu escrevesse tudo o que acontecesse comigo durante este tempo. Quanto a promessa que fiz ele fazer não vem ao caso. Era simples e importante. todos os meus sentimentos e pensamentos para ele. Me entreguei, implorei e demonstrei meu lado mais fragil e puro. O desejo pleno do amor que por ele eu sentia e como minha propria mente estava me fazendo definhar sem ele.
Ele foi frio, mas senti uma fagulha de esperança. E se hoje estou aqui escrevendo estas notas, é por uma promessa feita a ele nesse nosso ultimo encontro.
Ele me pediu para que durante uma semana não nos falassemos, mas que eu escrevesse tudo o que acontecesse comigo durante este tempo. Quanto a promessa que fiz ele fazer não vem ao caso. Era simples e importante. todos os meus sentimentos e pensamentos para ele. Me entreguei, implorei e demonstrei meu lado mais fragil e puro. O desejo pleno do amor que por ele eu sentia e como minha propria mente estava me fazendo definhar sem ele.
Então é isso.
Vamos ao relatório.
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