sábado, 31 de julho de 2010

O que Tiver de Ser Será - 6° Relato

Como de praxe eu começo os relatos falando de meus despertares tranquilos e matutinos. Mas hoje foi com certeza uma excessão à regra. Eu dormia tranquilo e nem queria saber da hora, eu estava confortavel em meu chão, lençol e travesseiros e nem lhes sei dizer no que sonhei. Mas uma dor excruciante me tomou. Os musculos e nervos da panturrilha se enrolaram e se comprimiram subitamente. Esta seria a caimbra mais dolorosa que eu já havia sentido. Sua deformidade, rigidez e dor eram incomparaveis. Juro que nunca desmaiei antes, mas desta vez achei que não suportaria a dor. A irmã mais chegada acordou com meus gemidos discretos mas que transpareciam a dor que eu sentia. Ela saltou da cama e veio me ajudar. Se eu não tivesse parado de me massagear para que eu esticasse a perna para ela terminar nada teria resolvido e eu teria apagado com toda certeza. A dor diminuiu até quase desaparecer. Bati a cabeça no travesseiro e a primeira coisa que pensei foi "Meu Deus, estou com minha perna intacta, e estava chorando de dor e medo de uma espécie de atrofia.  E tem muita gente no mundo sofrendo muito mais por não ter uma perna ou por dores que não se aliviam sem remédios fortíssimos. Obrigado Senhor, por tudo que eu tenho. Por que eu mereço.". Deixei minha irmãzona voltar a dormir e fiquei olhando pro teto. Depois de um tempo resolvi pegar uma das revistas delas pra ler. Uma delas ostentava a matéria sobre a entrevista realizada com Lady Gaga, e eu simplesmente queria saber o significado do nome desta mulher. O belo hospede abriu a porta, talvez pra ver se estavamos acordados. Ele me viu desperto e foi muito gentil. Não tão espalhafatoso como no dia anterior e eu pude ver sua alma gentil e séria. E gostei do que vi mesmo em um segundo. Minha adimiração por ele cresceu. E por favor, não confundam adimiração com outras coisas. Nada de segundas intenções, eu juro. Quando ele fechou a porta voltei a ler a matéria que estava interessantíssima. Eu entendi Gaga e embora gostasse de algumas músicas e achasse ela engraçada, passei a vê-la com outros olhos. Olhos de fã. Não de adorador ou adulador. Mas de um... adimirador de seu trabalho, sua arte e de si mesma como pessoa. Nunca conversei com Gaga e obviamente nunca o farei, mas se tudo o que ela disse é verdade - e eu sou dificil de acreditar na mídia - este será meu pensamento sobre ela.
Resolvi deixar Gaga de lado sem terminar de ler a imensa entrevista. Meus pensamentos ja estavam voltados para meu amado algoz. E eu tinha de escrever. Sem um computador em mãos comecei a colocar as primeiras coisas que me vinham em mente no papel. E não teve exatamente um fim ao texto ou conclusão. Eu simplesmente parei, baixei a cabeça, suspirei fundo, olhei no relógio. Já eram quase meio dia, então decidi acordar as garotas. Como sempre, somente uma delas, e sempre a mesma acordou.
No momento em que me levantava, o belo rapaz abriu a porta do quarto.
Nada demais falamos umas besterinhas e ele saiu. Eu o segui. Tentei puxar qualquer tipo de papo pra passar o tempo, mas ele estava meio distante e eu me senti um pouco sem graça. Sem querer deixar transparecer meu embaraço comecei a digitar ao computador sobre os relatos. Seu irmão acordou e puxou assunto. Tive de parar diversas vezes de escrever para dar lhe atenção. Sem esforço algum. Ele foi muito simpático. E o papo se desenvolveu. Nossa que legal, eu estava me enturmando. Posteriormente, o irmão compenetrado voltou sua atenção para nós e se envolveu no papo, que não parou mais.
As meninas vieram e eu sabia que tinhamos que ir. Afinal, já deveriamos ter voltado pra Caxias. Tinhamos outro compromisso com a rica alerquina carioca. O de parabenizar seu filho mesmo que por vinte minutos.
Nossa. Me estressei.
Não saiamos nunca.
Mesmo arrumadas, não resolviam pra onde iriamos.
A filha da hippie não queria falar com a mãe e sua namorada muito menos. Brigas e desentendimentos. Até tocaram em termino. Eu fiquei no meio. Tenso e irritado. E querendo ajudar, e depois de muita insistência liguei.
Quatro tentativas em vão. Pegamos as coisas e decididos iriamos para Caxias.
Por sorte não haviamos conseguido nenhum taxi, pois o retorno foi rápido.
Cara, eu ouvi berror dirigidos a mim por causa dessa história toda e no final das contas a filha da maluca atendeu. Que ódio. Nem minha mãe grita comigo.
Eu já não estava bem, minha vida um inferno.
1°- Minha tia recentemente veio morar na casa da minha vô do qual vivo de favor com minha mãe. Descobrimos que ela tem câncer e nada podemos fazer. 
2°- Minha irmã se mudou para lá porque tinha de trabalhar e não tinha com quem deixar o filho. Sobrou pra minha mãe que carregava o piquerruxo gostosinho para o emprego dela.
3°- Meu namorado me trai e termina comigo.
4°- Sou inesperadamente demitido em uma arapuca filha da p***.
Se estou longe de casa é pra dar um tempo na minha cabecinha. Não quero mais estresse. Não preciso disso.
Fiquei mudo. Meus olhos diziam tudo. Mas por fim. Após a confusão resolvida e a visita ao local onde deveria estar o rebento da alerquina - não durou nem cinco minutos e o rapaz não estava - voltamos pra Caxias.
Nossa que alivio. Todos voltaram a sorrir. Todos voltaram a brincar. O drama e a raiva de todos passaram. Abençoada seja esta casa.
Cuidei de minha irmazinha gripadissima e ela dormiu. Um grande amigo. E eu to falando de um cara fora de série. Ele está com problemas e eu não podia de chama-lo para conversar. Muitos assuntos vieram e se foram, e no final eu estava de cabeça baixa. Ele perguntou por que eu eu disse que não parava de pensar no meu algoz. Ele pediu um abraço e foi ali que eu chorei. Desabafei um pouco e logo voltei ao normal. Queria poder homenagear todas essas pessoas citando ao menos seus nomes. Mas prefiro mantê-las anônimas. Mas elas com certeza sabem que meu coração já as homenageia todos os dias.
Não resisti. Enviei um SMS para meu amado algoz. Ele não respondeu. Minha amiga ligou para ele e ele falou que ligaria pra mim, mas que estava confirmadíssimo na segunda.
Alívio? Medo? Não sei. E nem quero pensar nisso. O que tiver de ser será.
Eu sou um livro destrancado. Estou aqui para ser lido. Se vou ser compreendido ou não, não é meu objetivo. Se vão concordar comigo ou não, eu não sei. Mas se você está lendo até aqui é porque ou se importa ou gosta do que lê. Então meu objetivo está cumprido.
Amo vocês!!!

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