quinta-feira, 29 de julho de 2010

Obliterando a Armadura Íntima - 1° Relato

Eu sabia que este seria o mais dificil de escrever.
O começo, sempre é o mais difícil.
Pensei em diversas formas de faze-lo.
Então decidir narrar o prelúdio deste relato, para que melhor se faça entender
...


Um turbilhão de emoções se apoderaram de mim este fim de semana. Mas este de longe foi o princípio. Tudo começa na noite do dia 21/07/2010, por volta das 20h da noite. A pessoa que eu mais ansiava em ver, após minhas férias na casa de praia de minha madrinha e na de meu pai, viria ao meu encontro, não por saudades, mas para me dizer algo terrível. O fim de nosso relacionamento com o envolto de um ato de traição física. Sim, resumidamente foi isso que aconteceu. Mas apesar de tudo ainda continuamos sobrevivêndo.
No decorrer deste tempo, eu, que tinha um gosto normal tanto pela comida quanto pelo sono, fui surpreendido com a ausência de apetite e crises de insônias que duraram cinco dias.
...
Na madrugada de domingo para segunda eu estava deitado no quartinho de empregada da casa de um amigo. Sem forças, sem fome e sem sono. Completamente inerte e com os pensamentos mais terriveis passando por minha cabeça. Ah, como eu queria que ele estivesse ali e me amasse. Tudo teria ficado melhor. Mas, repentinamente levantei de subito com a sensação, que mais tarde descobrir nomear como, sangue invísivel. - O sangue invisivel é o fato de se sentir cheiro e gosto de sangue sem haver realmente sangue. Mas no meu caso eu sentia a textura e o jorro vertiginoso das minhas narinas.
Me levantei e corri para o banheiro, constatando assim que tudo não passava de coisas da minha cabeça.
Preferi sair do apartamento e retornar a minha casa o mais breve possível.
Ao chegar em meu refúgio sagrado, exitei, mas liguei para um psiquiatra conhecido. O que ele falou me supreendeu ainda mais. "Sua mente está matando seu corpo" tudo isso pela falta que eu sentia do meu amor. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Afinal, eu já estava decidido deixar o barco correr e ver que bicho ia dar. Mas eu estava terrivelmente doente e definhando.


Inquieto, tomei o telefone em minhas mãos e na mesma hora liguei para aquele pelo qual meu coração pulsante se dilacera. Ele me contou sobre suas mentiras de fim de semana e o motivo pelo qual não queria me ver. Seu ciumes e o fato de um termino definitivo com seu ficante. Mas em sua voz havia um ''tom'' de incerteza. Marquei com urgência um encontro com ele. Mas não sabia exatamente o que eu deveria dizer. Somente queria ve-lo e saber se a proposta de voltar pra mim feita na sexta ainda estava em validade ou em recusa.


Não aguentando a ansiedade, sai de casa algumas horas mais cedo. Caiu no abrigo de uma lan house e como eu não canso de me surpreender. Chorei. Chorei muito. Chorei por tudo que tinha perdido. Pela falta que ele me faz. Me desesperei como nunca e ignorando a vergonha de ter os outros olhando pra mim questionativamente, continuei a digitar em minha particular conversa com meu melhor amigo virtual. Sua sugestão eu acatei.


Ao me encontrar com meu amor, eu ignorei raiva, ciúmes, vergonha, orgulho e todas e qualquer coisa que poderia me servir de broquel para não ser me inteiramente explicito e frágil. Sim, em outras palavras eu me declarei e implorei para não continuarmos fazendo burradas e nos afastarmos. Eu sabia que ele me amava e eu estava certo do que sentia. Então, porque não pararmos de sofrer?
Ele ouviu tudo com frieza e até com certo desprezo. E no final, pediu me para fazermos um teste.
Teriamos de ficar uma semana sem se falar. Eu faria um relato sobre o que acontecesse comigo e liberado para ficar com quem quisesse. Ele prometeu não se envolver com mais ninguém e pesaria os prós e contras de toda uma vida que tivemos em dois anos e meio de namoro/casamento.
Sem mau se despedir, desci do ônibus na central e tomei um trêm para caxias onde fui me recolher na casa de uma grande amiga.


Não. Não tinha presenças masculinas para conversar. E acho que foi até melhor assim. Fui tratado como parte da família. Me senti bem por verem minhas qualidades sem que eu nem ao menos me esforçasse para demonstrar.
Sim, fiquei muito feliz. Mas continuava incompleto.
Meu paradoxo era saber viver sem ele para reconquista-lo. E eu tinha medo de não conseguir superar este meu paradigma.
Alguns podem dizer que ele foi cruel ou burro demais. Mas seja como for, ele tá me ajudando a ser livre e feliz sem ele. Só que o que ele não sabe é que ele é minha felicidade. Fui dormir com estes pensamentos após matar um belo prato de uma comidinha caseira de minha nova mãe e então dormir com minhas novas irmãs.

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