Estava uma linda manhã lá fora. E eu fui acordado pelo celular tocando compulsivamente. Eram compromissos esquecidos e que possivelmente seriam adiados para o dia seguinte. Minhas novas irmãs ainda permaneciam dormindo e lindas do meu lado no colchão, cobertas até o pescoço. Aquelas novas pessoas realmente se importavam comigo. Queriam me ouvir e serem ouvidas. Não foi por acaso que tudo aconteceu. A conversa que tive com minha nova mãe, foi inspiradora. Ela precisava de palavras de incentivo, pois padecia em tristeza pela perda de sua filha primogênita em um terrivel acidente, já fazendo pouco mais de um ano. Tenho certeza que eu não estava sozinho falando. Eu sempre sinto esta presença estranha nesses momentos de ''caridade". E me sinto muito bem em ajudar. As vezes esquecendo até mesmo da minha própria dor.
Logo em seguida uma das meninas acordou. Conversamos bastante. Resolvi ligar para casa para saber o motivo de uma das chamadas perdidas. E além dos inumeros recados deixados, um me chamou a atenção. Eu deviria ligar para meu trabalho e assim o fiz. Deixei recado e meu telefone de contato. Algumas horas depois, a chefia imediata me ligou simplificando minha demissão.
Em choque fiquei. Mas haviam amigos por pertos que sentiram meu desespero. Pena que a pessoa que eu mais queria chorar no ombro estava fora do meu alcance.
Mesmo assim, enviei uma mensagem informando de forma singular minha despensa.
Horas mais tarde ele me ligou. Fiquei feliz e com medo ao mesmo tempo. O acordo havia sido sutilmente rompido sem eu perceber.
Será que isso iria criar uma prorrogação do nosso prazo de não-comunicação? Eu não sei.
O dia foi terrivel. Mas no final da noite um certo alguém apareceu. Nossa, ele foi tão legal e importante naquele momento. Sua presença e suas palavras me reergueram. Mas de longe ele não conseguiu me fazer esquecer meu amado algoz.
Drama? Eu não queria que este relato fosse assim. Mas a dor é recente demais para ser igonorada ou ilustrada de uma maneira artificial para vocês leitores.
Desgraças acontecem o tempo todo. E quando as coisas estão ruins a tendência é piorar. Isso é pessimismo ou realidade?
Não sou pessimista. Sou realista. E acredito que é somente uma fase ruim.
O que não nos mata, nos fortalece!
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