sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Amor não é Egoista.

O dia raiou belissimo e me nutria de esperanças. Não esperanças amorosas. Mas esperanças de uma vida nova e mais bonita. Repleta de possibilidades e sonhos a serem realizados. Eu me sentia vivo. E muito bem. E ao meu lado a pessoa que eu mais queria. Meu algoz. Eu sabia que havia muita a coisa que ele deveria aprender com tudo isso e ele também tinha total ciencia disso. Mas esse fato não foi o suficiente para nos manter distantes e castos. Embora o nosso discurso permanecesse o mesmo. "Não podemos voltar! Ainda não estamos prontos!" E até que isso estava sendo bem dificil. Mas neste dia, deixei meu coração assumir as redias da minha conduta. Mas boa parte do dia foi inteiramente de descanso.

O livro esta me servindo como um otimo guia. E não esta sendo tão dificil acatar aos testes impostos. Na verdade meu coração esta feliz do que estava fazendo, tendo certeza de que era o certo a se fazer. (continua...)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Amor é bondoso - 2° Lição

"A resposta para todas as nossas dúvidas estão dentro de nós mesmos."
Essa foi a mensagem enviada pelo meu anjo da guarda para mim, quando o perguntei se o que eu estava fazendo era certo ou não. Aquela força magnifica, cálida e reconfortante me abençoou mais uma vez com seu abraço. E foi exatamente isso que me disse. Eu fiquei a pensar em quantas maneiras de interpretar essa mensagem existiria. E a que eu encontrei foi a que utilizei para seguir adiante. Seguir meus instintos. Seguir meu coração, mas sem abandonar a razão.

Ansioso eu estava por aquele sábado. Seria uma oportunidade que eu saberia que se fisesse ou disesse algo de errado poderia colocar tudo a perder. Mas eu não queria ser artificial. Então deixei tudo fruir naturalmente.

Uma otima tarde entre amigos. Que terminou em uma excelente noite entre amantes. Mas não posso negar que continuo a aprender cada vez mais. E isso está me fazendo um homem melhor em todos os ramos da minha vida.


'O amor é bondoso, segunda lição.' - Era o que dizia o livro. Depois de entender que ser paciente é algo realmente importante, a segunda lição abria meus olhos para um nivel maior de amor. A bondade. Com Paciencia e bondadade, eu poderia ter os pré-requisitos para o que estaria por vir em seguida. Mas eu ainda tinha de compreender as quatro divisões da bondade e suas aplicações.

Gentileza: Falar com gentileza. Agir gentilmente. Torna uma pessoa incrivelmente agradável. Nos sempre desejamos ter alguem agradável por perto, então, porque não ser também?

Boa vontade: O amor não espera, ele age. Não é preciso esperar que alguem faça algo pra que então nós possamos corresponder. O amor incondicional vem da vontade de fazer o bem por si só sem esperar por recompensa.

Iniciativa: Saber agir primeiro. Não esperar para demonstrar o que sente. Isso é fundamental. Não se deve esperar que algo aconteça para finalmente realizar um ato de bondade. Ele deve vir naturalmente. E instantâneamente. Já vi muita gente esperar pra ver se o conjuge ou o amigo iriam demonstrar carinho pra então retribuir. Um erro.

Diz-se de uma lenda que um Judeu fora espancado por ladrões e abandonado na estrada para morrer. Um padre e seu auxiliar passaram por ele e o ignoraram. Muito importantes. Ocupados demais. Passaram direto pelo moribundo da estrada. Mas um samaritano - odiado pelos judeus - foi quem parou. Ele enfaixou as feridas do homem, colocou ele sobre seu animal e o levou ate uma estalagem proxima. Pagou por todo seu tratamento com o dinheiro de seu proprio bolso. E é nessa parabola que vemos que as diferenças raciais e culturais de eras foi superada em um instante pela Iniciativa, gentileza e boa vontade de um desconhecido.

Eu aprendi muito com isso. E vocês?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Com os velhos cacos eu montarei um lindo Vitral.

Mais uma vez eu vou dizer de que não sou um religioso, mas cada dia que se passa eu me torno ainda mais espiritualizado. Após o encontro com meu algoz, alguma coisa mudou em mim. Coisas que eu percebi receberem ainda mais força e importancia e outras que simplesmente desvaneceram. Se isso é bom ou ruim eu não posso dizer. Mas com certeza mudaram o rumo da minha maneira de pensar. A primeira lição ainda está me ensinando muita coisa. Coisas que acabam se aplicando a outros fatores de amor no meu cotidiano. Ágape, Philos e não apenas Eros. O que seriam estas palavras? Ágape é o amor divino, o amor pelo todo, pela vida. É a euforia do existir, do experimentar cada momento divino nesse mundo de Deus. Philos é o amor familiar e de amigo, é a lealdade, a devoção, o cuidado, o respeito e a confiança. É o amor de irmão, de pai, de mãe, de avó, de melhores amigos. E por fim Eros. Que é o amor sexual. O amor que se tem pela companheira ou parceiro. E não se deve confundir o amor Eros com paixão.
A paixão e o amor tem dois lados distintos.
A paixão é o desejo ardente. O amor é a comtemplação do ser. A paixão é desesperadora e envolvente. O amor é suave e terno. A paixão é intensa e possessiva. O amor é eterno e libertador.
Em muitos momentos sentimos os dois ao mesmo tempo e por isso se torna facil confundir um com o outro.
A paixão se controlada e compreendida pode ser saudável. Mas o amor por si mesmo jamais é ruim.
A paixão é a unica coisa que torna alguém doentia. O amor cura todos os males.
A saudade as vezes é a resposta para a má compreensão do amor. Já que nos tornamos incrivelmente devotados e necessitados deles. Ainda não estamos prontos para amar incondicionalmente e nos desapegar quando preciso. Principalmente nos desapegar. Isso soa até como um insulto. Mas é verdade.
Quantos de nós pode dizer que é capaz de perdoar seus inimigos? Quantos de nós pode dizer que nunca proferiu alguma maldição contra alguém, mesmo em pensamentos? Quantos de nós pode dizer que nunca chorou por estar apaixonado?
Mas todos nós estamos aqui pra aprender.
Saber o que vale a pena. Lutar pelo que realmente importa. A vida é curtissima. Nos temos não so que vive-la intensamente, como aprender a prolonga-la e conceder a nossa própria uma qualidade ímpar de vida. Senão do que adianta? Viver por algo? Viver por alguém? Viver pro futuro? Viver pelo passado? Viver por medo? Viver por falta de opção? Tudo errado. Viver porque é o presente mais belo e mais sagrado que temos. Somos honrados com a vida. Mas será que estamos honrando a vida ou a Deus por isso?
Mais do que nunca eu acredito!
Acredito no poder do Bem. Acredito no criador do universo, tenha ele o nome que tiver, ou a aparencia que desejarem que ele tenha ou até mesmo o carater que dizem ser a alcunha do mesmo. Eu não me deixei levar nenhum momento por nenhum desses esteriotipos. Eu sei quem é meu Deus. Nosso Deus. E ele não é bom nem mal. Ele é CORRETO! Ele é PERFEITO! Ele é JUSTO!
Nunca o abandonei definitivamente. Mas foi num momento de desespero que clamando por luz é que ele me atendeu. Com certeza foi um de seus emissários de luz. Me abraçando e me acolhendo literalmente. Removendo os pensamentos impuros e crueis de dentro de mim e me permitindo dormir em paz. Ter esperança e fé.
Logo depois que me reencontrei com meu algoz, muitas coisas se passaram pela minha cabeça. Medos principalmente. Medo de errar. Medo de não ser o que ele realmente quer. Medo dele não ser o que eu realmente quero. Medo de que ele vacile novamente comigo. Medo de perder. Medo de me perder. Medo de estar me precipitando e Medo de estar cometendo um erro em adiar o inadiavel.
Eu lembrei que quando eu tinha seis anos de idade em meu aniversário eu olhei para uma estrela cadente e fiz um desejo. Não me lembro exatamente o que eu desejei. Mas pedi uma pessoa, fosse homem ou mulher, que me amasse... citei muitas das caracteristicas. Mas não fui muito especifico porque achava que ficaria cada vez mais dificil pra Deus fazer pra mim. Anos se passaram e em cada aniversario eu repitia o pedido, alterava algumas coisas ou simplesmente cobrava a Deus. Até que com uma certa idade eu havia desistido e desacreditado. Achei que era sonho de criança. De uma criança que sempre quis o amor Eros, desde seus quatro anos de idade. Mas foi somente com 23 anos que ele apareceu. Meu algoz. Não foi no exato momento que o identifiquei como meu presente de Deus. Mas foi em alguns meses. A historia se reviveu em minha mente depois de conversarmos sobre almas gêmeas e eu contar pra ele sobre meu desejo. Eu me surpreendia e me arrepiava por estar descrevendo ele. Fiz mais ou menos os calculos entre nossas datas de aniversário e tudo era coerente. Ele nasceu nove meses depois do meu aniversário e tem quase sete anos de diferença entre nossas idades. Coincidencias demais. Fora que nunca me apaixonei dessa forma por ninguem. Tão intenso, tão terno. Mas o medo me fez sufoca-lo, engana-lo, intimida-lo e por fim perdê-lo. 
Achei que seria meu fim, porque tudo o que eu planejei pro futuro era pra ser nós dois. 
No princípio do fim, achei que nada mais teria sentido. Mas pro meu ledo engano, uma tempestade amaldiçoada pairou sobre mim. Me recobrindo de desgraças e perdas.  Tudo ao mesmo tempo. Uma atrás da outra.
Mas que incrível, eu sobrevivi. E estou me sentindo muito bem. A maioria dos medos perderam a força, pois a maioria dos medos era medo de perdas. Então eu posso fazer minhas escolhas mais abertamente. E claro, tenho de ser ligeiro antes que estes demonios recuperem suas energias e voltem a me atormentar.
Por isso, chega de perder tempo com futilidades. Vamos ao que realmente interessa. Cuidar de mim em primeiro lugar e honras, amar e respeitar as pessoas que estão ao meu redor e querem meu bem e que eu quero muito bem. Somente me ajudando é que vou poder ajudar os outros. Antes disso, eu me torno um eco. Apenas um eco. E não quero ser apenas isso. Eu sou muito mais. Tenho muita luz a dividir. Muita caridade a fazer. Muita gente pra ajudar. Mas tenho que estar bem comigo mesmo primeiro. E é o que eu vou fazer.
Foi preciso me quebrar em cacos, chegar ao fundo do poço totalmente espatifado, quase chegar a loucura pra finalmente me encontrar e me remontar. Mas não vou me remontar de qualquer jeito. Paciência é a primeira lição. Vou tornar da minha alma um lindo e forte vitral.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Amor é Paciente - 1° Lição.

Eu não sabia exatamente o porque. So senti uma forte vontade de comprar um determinado livro. Eu nem deveria gastar dinheiro e nem tinha ido a livraria com este proposito. Eu era uma mero acompanhante. Mas quando meus olhos bateram sobre ele eu sabia que era pra ser meu. Sem exitar o apanhei da prateleira e o comprei. Ignorei o livro até o dia seguinte. Na noite deste mesmo dia, estive na casa de um grande amigo, que passava por problemas parecidos com os meus, no campo emocional. Dividimos muita coisa naquela noite. E tenho certeza que ambos aprendemos muito um com o outro. Foi então quando eu voltava para casa que resolvi ler o primeiro capitulo do livro. "O Amor é Paciente.".

As considerações que ali estavam, levantavam um ar um tanto cristão, mas apesar de não ser exatamente desta religião, não me importei com os conselhos e seu modo de se expressar. Absorvi até a ultima virgula. Independente de credo religioso. O autor explicava com clareza a importancia do amor paciente. De se ter calma e não agir por impulso. Aprender a ouvir. Aprender a observar. Esperar. Agir com ponderação. Evitar palavras rudes e principalmente não se deixar levar por coisas futeis. O amor é tranquilo e suave.

Sei que o livro não é apenas pra mim. É pra todos nós. 
Aproveitei a oportunidade de estar com meu algoz. Confesso que tinha uma centelha de esperança de ficar com ele. De beijar sua boca. Mas não acreditei que realmente aconteceria depois de tudo. Mas como o Amor é paciente. Os resultados se apresentaram. Foi uma noite maravilhosa de amor. Mesmo que não tenhamos descansado. Coitado, ele tinha que trabalhar bem cedo. E eu fiquei de certa forma preocupado. Mas ambos não negaremos que precisassemos disso. Uma pequena centelha se acenteu. E não foi apenas em mim. Foi em ambos. E muito bem visivel. Eu vou lutar pra transformar esta leve faisca em um incendio de amor e paixão. Para purificar e reviver das cinzas nosso romance. Te amo meu algoz. Eu aprendi muito com isso tudo. Mas sei que ainda não estamos pronto para voltar. Mas como o seu desejo é o mesmo que o meu. O tempo vai nos dizer a hora certa. E eu agora sou paciente.

O Desafio de Amar.

Quando me disseram que era realmente preciso que minha velha alma se incinerasse para que ela fosse purificada eu realmente não acreditei. Achei que seria impossivel. Mas não foi bem assim que aconteceu. Eu cheguei até o fundo do posso. Ate o ponto mais sombrio e mais desesperador. Eu não tinha mais nada a perder. Foi um grande amigo que com seu abraço e sua atenção me convenceu a seguir em frente. Saimos, bebemos e conversamos. Fumei pela primeira vez uma cigarrilha de chocolate. Foi interessante. Mas agora que a curiosidade cedeu não quero mais sujar minha boca. Peguei chuva e andamos por horas. Paramos em um quiosque e comemos batatas fritas, isso sem contar a garrafa de vinho que entornamos. Bem... ele entornou, eu bebi muito pouco. Ele me falou muitas coisas sábias que eu não poderia jamais ignorar. Eu ouvi cada detalhe. E prestei uma enorme atenção a tudo. Senti a brisa gelida do mar e pude perceber a vida dentro de mim. Que coisa maravilhosa! Somos pequenos seres complexos e complexados. Mas somos divinos em nossa individualidade. Não precisamos parar de correr por medo de cair. Basta saber correr. Até a água que limpa, mata a sede, hidrota, também mata em abundância. Liberdade controlada com sabedoria. Eu estava livre. E um leque de opções se abriu diante de mim. Eu poderia escolher qualquer coisa. Então preferi ser feliz. E aprendi a desejar e planejar tudo o que era possivel, por mais dificil que fosse, e seu passo a passo. 

Aprendi o segredo da Lei da Atração.

Uma das leis mais fundamentais do universo. Tudo que você pode conceber de concreto você pode conquistar. Pensamentos atrem situações. Pensamentos positivos atraem coisas positivas. Pensamentos negativos, coisas negativas. Por mais que se esteja inspirado a desejar um casamento digno e eterno, se pensar a todo instante que você será traido ou que tudo vai terminar derrepente de uma maneira terrivel e dolorosa, será exatamente isso que você vai ter. Porque seu pensamento esta focado pra isso. O universo não compreende seu desejo. Ele apenas é atraido pelo seu pensamento. Portanto, é sempre valido pensar coisas positivas e correr atras de conquista-las, o resto o universo se encarrega de conseguir. 

Aprendi também a seguir minhas intuições. 

Elas sempre estavam certas. Mas de fato, por acreditar na lei da atração, percebo que uma boa parcela de culpa é minha também. A aceitação é um passo importante para a compreensão. E a compreensão um enorme passo para a mudança positiva. Por mais que eu tentasse ser positivo, agir positivamente, falar positivamente, eu sempre pensava de maneira pessimista. Isso eu estou aprendendo a controlar. Quando eu conseguir as coisas vão ficar muito melhores. 

Aprendi a ter cuidado ao julgar as pessoas e seus problemas. 

Ninguem tem um problema menor do que o nosso. Quando passamos por uma situação ruim nos aprendemos a entender como é doloroso certas situações que antes julgavamos bobas. A razão não pesa o sofrimento. Mas as emoções sim. Dizer que alguem foi tolo por dizer, pensar ou agir de certo modo, é ser completamente ignorante. Somos eternos aprendizes e nunca donos da verdade. Nos surpreendemos a cada dia. E as vezes com a mesma coisa. Não devemos nos comparar ou comparar as pessoas por suas atitudes. Não sabemos o que passa na cabeça e no coração dela. E ela nunca saberá por mais que tente e se importe o que se passa na nossa. Somos pessoas. Humanos. Egoistas. Mas isso não necessariamente nos torna ruins. 

Aprendi a ser humilde e não cruel comigo mesmo.

Não preciso me martirizar por me sentir incompleto, apenas porque minha estima está baixa. Não devo viver pros outros. Devo viver com os outros. Devo aprender a amar sem esperar gratidão e recompensa. E que valores nós temos mais pelas pessoas que temos conosco do que as coisas que possuimos. Aprendi que amigos é a familia que escolhi. E por isso amo minha familia. Descobri que jamais vou perder minha mãe e minha irmã por ser um idiota, e elas jamais me perderão por seus erros. Descobri que se você não se amar primeiro, não vai poder amar outra pessoa. Tudo que você acha ser amor, vai sufocar e entorpecer o relacionamento. O amor é livre e puro. O amor é dedicado e nobre. 

Aprendi a ter dignidade. 

Mais vale ser do que parecer. E se você se esforçar você parecerá exatamente o que realmente é. Aprendi que boatos podem destruir uma imagem, mas que seus verdadeiros amigos jamais o espalharão. Aprendi que preguiça é um dos piores pecados do mundo. A vida é curta demais pra se perder tempo. Isso é um crime consigo mesmo. E que futilidade é pura ilusão, que te faz sofrer três vezes mais. Entendi que pra você ser confiavel, você deve ser confiavel. E deve acreditar em si mesmo. E que a mentira não leva a lugar nenhum, adia o sofrimento ou o multiplica. Mas que a omissão sabia pode polpar uma alma de sofrer precipitadamente. E também, que se você confia realmente em alguem, de nada vale a penas esconder. E que mistérios são fundamentais para a vida ser mais divertida. 

Espero não so ter aprendido no hoje, mas pra vida toda. Espero ser sempre esta pessoa que estou querendo continuar a ser. E não a imagem da perfeição inutil. Sou humano mas sou um homem bom. E ninguem poderá tirar de mim minha consciência tranquila. 

Começarei apartir de agora a relatar os 40 passos do "O Desafio de Amar". Sei que será util pra mim. E espero que estas palavras que venho escrevendo também sejam uteis pra alguém. 

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Minha Alma em Chamas.

Hoje acordei com a alma pegando fogo. E o pior de tudo é que eu sei o motivo. Eu posso estar otimo em alguns dias mas tem hora que o coração dá aquela fisgada de dor. Eu não devia sofrer assim. Mas será que alguém entende o que eu sinto? Eu to sendo forte e tem horas que acho que superei. Tem horas que eu vivo. Tem horas que eu sei o que é melhor pra mim. Mas hoje nada que eu fizesse funcionaria. Tudo me lembrava ele. Que droga! E ele nem se importa. Também, acho que nao mudaria nada se ele se importasse com minha dor e mesmo assim calado permanecesse.

Oh, meu Deus! Por favor. Me faça esquecer este amor. Apague de mim esta dor. Me guie para frente. Pra onde for. Seja como for. Mas por favor, que seja rápido. Eu estou enlouquecendo. Faça parar. Eu sei que sou mais e tenho muito mais pela frente e não posso parar. Não gosto de pensar nem nas coisas boas e nem nas ruins destes ultimos anos. Mas é impossivel. Hoje foi impossivel. Dormir, tomar banho, comer e ate escovar os dentes me lembrava ele. Respirar me lembrava ele. E tudo parece tão errado e fora de lugar. Parece que estou vivendo um pesadelo sem fim. E não quero. Quero viver sem isso. Esperança? Eu não deveria ter. É inutil e errado. Mas como eu disse, deveria. Nossa, como sou um idiota. Ainda sofrendo por amor. Me dê um tiro na cabeça. Me leve nos braços dos seus anjos alados. Mas por favor, faça isso tudo parar. Meu mundo ruiu. Tem muita gente que precisa de mim. Que me ama e que eu amo. Quero viver pra elas e por elas. Me dê forças. Me dê orientação. Por favor, faça para de doer. Minha alma esta em chamas. Ardendo insessantemente. Dolorosamente. Quente e caústico. Esta me consumindo. Consumindo meu sorriso e meu brilho. Consumindo tudo de bom em mim e me deixando arremessado na escuridão. Se não fosse a fé e os amigos eu não estaria mais aqui. Não estaria nesse mundo. Por favor, me dê forças pra seguir adiante. Amém!

O fogo da minha alma sem dúvida está embaçando minha visão. Quando ele cessar, tudo vai ficar ainda mais nítido.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Kai Tut O'Khan ...

Estas são as primeiras palavras de um feitiço muito eficiente. Este feitiço é capaz de trazer qualquer pessoa de volta a seu convivio. Desde que o aprendi eu somente o usei umas três vezes e todas funcionaram. Ensinei pra duas pessoas e elas me garantiram que funciona. Mas todos nós chegamos a um ponto em comum. O feitiço tem um efeito colateral. Após a pessoa voltar você passa com ela ótimos momentos, mas depois algo muito ruim acontece. Brigas que levam a uma nova separação, ou uma viagem que os separa novamente da mesma maneira inusitada. Regra de três. Você altera e é alterado três vezes mais. Daí vem a pergunta, vale a pena? Claro que no desespero vale.
O feitiço também, se pronunciado invertido e focado para o fim oposto, afasta pessoas. Mas até agora não vi efeito colateral. Pelo menos nada que fosse relacionado a natureza do feitiço.
Hoje acordei pensando nele. Mas eu estava decidido a não interferir no destino desta vez.
E comecei a refletir se este feitiço era Magia Negra.
Se ele afeta a decisão e o livre arbitrio da pessoa alvo, SIM. Então ele é considerado magia negra.
Mas se ele interfere no acaso de um reencontro, então ele pode ser considerado Magia Cinza ou Magia Neutra.
Na dúvida prefiro não arriscar.
Acho que somente faria se tivesse certeza que um pessoa do qual não posso localizar venha de encontro a mim.
O que não é o caso.
É, sinto falta dos momentos bons que passei com meu algoz.
Mas o amor liberta e não prende. E se eu o amo, tenho de deixa-lo livre.
'Somente posso admirar o vôo dos passaros se não coloca-lo em gaiolas.'
É exatamente assim que penso.
Amar, eu vou ama-lo pra sempre. Mas o que estou aprendendo é a viver sem minha alma gêmea.
E estou sobrevivendo.
"Dias sim, dias não, eu vou sobrevivendo sem um arranhão. Da caridade de quem me detesta."
Eu também percebi que estou um pouco inconstante nessa história.
Mas me sinto muito melhor do que antes.
O tempo é meu melhor amigo. Ele vai curar tudo o que foi ferido.

domingo, 8 de agosto de 2010

Um dia você aprende!

Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se.
E que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos,
e presentes não são promessas.
E você começa a aceitar suas derrotas
com sua cabeça erguida e olhos adiante.
Com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E você aprende a construir todas as estradas hoje
porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos.
E futuros tem costume de cair em meio a vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima,
se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam.
E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando, e você terá de perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir a confiança,
e apenas segundos para destrui-la.
E que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distancias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a familia que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendermos que os amigos mudam.
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas em que você mais se importa são tomadas de você muito depressa.
Por isso sempre devemos deixar as pessoas com palavras amorosas,
pode ser a ultima vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influências sobre nós,
mas nós somos responsaveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que você mesmo pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser,
e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo,
mas se você não sabe pra onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexivel não quer dizer fraco ou sem personalidade,
pois não importa o quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as consequências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai,
é uma das poucas que o ajuda a levanta-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve
e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagem,
poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva, tem o direito de estar com raiva,
mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame,
não significa que este alguém não o ama com tudo que pode,
pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabe demonstrar isso. 
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantas vezes seu coração foi partido,
o mundo não para para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte e que pode ir muito mais.
E que realmente a vida tem valor.
e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderiamos conquistar
se não fosse pelo medo de tentar.


                                                              - William Shakespeare.

Não te amo, não.

Não te amo, quero te: o amor vem d'alma.
E eu n'alma - tenho a calma.  
A calma - do jazigo.
Ai! Não te amo, não.


Não te amo, quero te: o amor é vida.
E a vida - nem sentida. 
A trago eu já comigo. 
Ai! Não te amo, não.


Ai! Não te amo, não; e só te quero.
De um querer bruto e fero. 
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.


Não te amo. És belo; e eu não te amo, ó belo.
Quem ama a aziaga estrela. 
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?


E quero te, e não te amo, que é forçado, 
De mau, feitiço azado.  
Este indigno furor.
Mas oh! Não te amo, não.


E infame sou, porque te quero; e tanto.
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar...não te amo, não.

                               - Almeida Garrett

sábado, 7 de agosto de 2010

Botão de Autodestruição Acionado!!!

Cheguei a um determinado momento da minha vida que eu parei de pensar em mim. Passei a me dedicar ao amor. O que era mais importante que qualquer coisa. Poético, romantico, dedicado e apaixonado. Essas eram minhas características. E mesmo no menor dos deslizes ou dos pensamentos de desejo eu me sentia inojado e traidor. Eu me culpava por ser rispido e exigênte. Me culpava pro ser inexperiente. Acabei me privando de muitas coisas. Me privei de sair, me privei de me divertir com meus amigos, me privei de olhar pros lados e muito mais. Mas eu sempre soube o que estava fazendo. E não estou arrependido. Eu fui um homem bom. Mas agora tudo mudou. Homens bons são limitados. E eu não quero mais ser limitado. Infelizmente, eu achei que o mundo seria o desafio mais tortuoso pra me transformar assim, nunca cheguei a imaginar que quem me mudaria fosse um único homem. Sim. Meu paradoxo.
Eu percebi que não poderia viver assim por muito tempo. Não preciso querer ser um homem bom. Eu preciso ser eu mesmo. Seja eu bom ou não. Nada de esteriotipos, ou de máscaras para agradar as pessoas. se eu realmente for capaz de ser bom, então está é minha verdadeira natureza.
Mas eu já estava completamente corrompido. Minha mente, meu corpo e minha alma. Não por meu algoz, mais pelas minhas próprias escolhas. Preciso eliminar este mau. O unico jeito é apertando o botão de autodestruição.
Isso mesmo. Preciso implodir. Me despedaçar.
Beber até cair, sentir meu poder de sedução totalizado e dançar até não aguentar mais. Sentir o fluxo dos ritmos da música pulsar em batidas frenéticas ao som de uma boate. Misturar bebidas ruins e boas, baratas e caras. Conversar com estranhos que nunca mais voltará a ver. Conhecer pessoas que ficaram em sua vida das quais você nem sonhava ser possivel. Tomar decisões antes impossiveis e ultrajantes. Mas sem desonrar seu próprio nome.
Sim, fui um vitorioso. Percebi que suporto mais sofrimento e aprovações do que aparentava.
O botão de autodestruição foi acionado e não tem mais volta.
Estou em cacos. De corpo, mente e alma. Agora posso deixar o mal sair. Escorrer das veias e gotejar pra longe de minha essência. Purificar-me.
Ainda estou em estágio de purificação.
Mas também já reuni a maioria dos cacos e estou me remontando num mosaico ainda mais perfeito e digno. Em breve, estarei completamente consertado. Muito em breve eu garanto.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Abstinência.

Eu me viciei. E nem sei porque, nem quando. Mas me viciei. E é dificil ter de parar. Eu sempre soube que esta droga tinha efeitos colaterais. Mas na hora que eu precisava ela estava lá. E bastava um pouquinho pra minha tristeza ir embora. A droga entorpecia meus sentidos e me enviava para um mundo de sonhos impossiveis. A droga me fazia feliz. Mas quando ela acabava eu me sentia mau novamente. Talvez até pior. Tudo o que eu queria era mais e mais. A droga me fazia mau, eu sempre soube. Mas tinha suas compensações e eu estava disposto a pagar o preço. A droga virou minha vida e eu vivi pela droga. Eu respirava droga. Eu comia droga. Eu vestia droga. Na verdade eu me tornei uma droga. Mas repentinamente eu tive de parar com a droga. Todos dizem que é o melhor pra mim. E eu não penso diferente na maioria das vezes. Mas nem sempre sou forte. Escondido eu desejo minha droga. Quero só mais um pouquinho. Mas acabo não conseguindo obtê-la. Sem a droga coisas piores acontecem. Dores no peito. Devaneios. Depressão. Estresse profundo. Dores fortes de cabeça. Falta de apetite e Insônia. Cara, isso é que é viver sem a droga. Meus amigos me dizem que é assim mesmo. Leva um tempo para se desentoxicar. E até superar esse meu desejo e minha paranóia de necessitar desta droga eu ainda vou passar por bons mocados. E já estou conformado com isso. Ontem me deu uma vontade louca de possui-la. E por saber que não mais a teria, meu mundo deixou de fazer sentido. Eu juro que pensei seriamente em suicídio. E eu sempre acreditei que o suicidio é um crime com a propria alma. E logo eu pensei nisso com convicção. Se não fosse procurar um amigo, eu não teria resistido a este mau.
Hoje estou bem melhor. Parece que este primeiro passo foi dado e eu sobrevivi.
Mas ainda assim, hoje, de cabeça erguida, eu decidi telefonar para minha tão preciosa droga. Ouvir sua voz foi um tormento. Mas um tormento gostoso. Doideira? Eu sei! Mas a minha droga queria me ver, mas ao mesmo tempo achava melhor não o fazer por enquanto. E agora eu agradeço por ela ter decidido isso. Assim eu posso resistir por mais tempo sem minha droga. O maior e mais precioso amor de minha vida. 

"E essa abstinência uma hora vai passar!".

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Devaneios de Euforia e Saudades.

É tão estranho esta sensação de estar incompleto. Sei que é cedo demais pra dizer isso. Mas as festas e os ficantes são apenas uma 'droga' temporaria pra me tirar da minha realidade. Um dia desses alguém me falou que eu ainda passaria por um turbilhão em minha vida. E eu creio já estar no olho do furacão.  Estou melhor sem ele? Piada isso né? É claro que não. Nem estou pior. Então somente posso deduzir que estou diferente. Sofrendo por motivos diferentes. Por mais que as pessoas insistam em dizer que ele não me merece, que não deveriamos voltar, de que eu estou bem melhor sem ele e ele está bem melhor sem mim, nada disso me reconforta.


Eu não posso mais lutar contra este destino. Na verdade, eu fiz um ritual para esquece-lo. E estava indo tudo bem até agora. Minhas amigas dizem que estou carente. Mesmo beijos e sexo não estão me consolando. Pode ser a maior gata ou o mais gostoso, pode ser selvagem e sensual ou repleto de afeição. É só um momento. Um momento que eu não desejava, mas que meu algoz me impos como remedio para curar a abistinencia de seu ser.


Arff....Eu não acredito que estou escrevendo isso! Não acredito que continuo sofrendo por amor. Será que vai ser assim pra sempe? Eu sei que é amor verdadeiro. Mas do que adianta? Essa é uma historia triste sem final feliz.


|Se um dia você ler estas notas saiba que meu amor por ti é eterno, mesmo que esta barreira insista em existir entre nós. Eu queria mesmo estar errado quanto a isso. Mas não descobri que te amava hoje. Isso já tem muito tempo. Pena que você nunca acreditou em minha fidelidade e dedicação. Pena que você nunca foi um bom telepata e eu um bom vidente. Ou nada disso teria acontecido. Mas acredito tambem, que você precisava de mais espaço e menos responsabilidade do qual o romance exigia. É, certo ou errado, eu penso em tudo isso. Eu quero dizer Adeus! Nunca mais te ver. Nunca mais ouvir falar de você. Mas mesmo que as pessoas entendão e acatem este meu desejo meu coração não respeita. E insiste em me punir todos os dias de alguma maneira. As bocas não são a sua. Os corpos não são o seu. Beber e dançar. Jogar os medos e a vida pro ar so ajuda por uma noite. Mas eu me contentaria de ser apenas um homem apaixonado e correspondido, pacato e inexperiente. |


Sem mais o que dizer. Adeus!
Por favor me batam por eu estar escrevendo isso.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Considerações Finais?

Finais felizes somente acontecem em contos de fadas. Minha mãe sempre me dizia isso. E, er... bem, é verdade. Madrugada de mente confusa e pensamentos tortuosos. Angustia e ansiedade dividiam espaço na minha mente com soberania. Mas logo pela manhãzinha evitei que este mal se estendesse. Ele me ligou. Meu amado algoz. Era bom ouvir sua voz. Mas ao mesmo tempo era um saco. Ele queria adiar a conversa de hoje- como sempre. Eu não poderia vê-lo amanhã. Então seria apenas depois de amanhã. Não fazia sentido nenhum. Eu fiz minha parte. E não me arrependo. Então pedi convicto que ele me desse então a resposta logo. Era um simples "Sim" ou "Não". E ele mandou que eu confiasse nos meus instintos. Pois eu sempre estive certo.
O que isso queria dizer era que era o fim. Só que pra mim é o fim definitivo. Doeu. Doeu profundamente. Eu deitei, mandei duas mensagens pra ele. Uma delas falava que não havia mais sentido nos encontrarmos e dizia meu Adeus simbolico. A segunda era pra ele lembrar que apesar de tudo ele deveria lembrar da letra da pitty "Me Adora". E fui dormir.
Sonhei com coisas boas. Dormi tranquilo como a muito tempo não fazia. E acordei muito leve e com uma felicidade estranha.
Como a fênix, eu renasci das minhas proprias cinzas.
E estou perfeitamente bem, em dúvidas, medos, ou tristezas.
Daí fica a mensagem: "Nada é eterno se não quisermos que seja!"
A ultima mensagem enviada por mim a ele foi algo do tipo "Te liberto de todas as tuas promessas a mim feitas e igualmente de seus pecados. Te adoro e se cuide. bjinhos"

Vejamos pelo lado bom. Ele tá me fazendo melhor agora do que quando estavamos juntos. Hahaha...
Afinal de contas, se vou continuar a escrever aqui. É porque ainda não chegou a um final feliz.

domingo, 1 de agosto de 2010

Doce Veneno - 7° Relato

Eu achei sinceramente que não teria forças de vir hoje e escrever este último relato. Talvez seja cedo demais. Já que a noite acabou de começar. Mas pra mim o dia já não existiu.
Para começar, uma terrível insônia coletiva se instaurou em 90% dos membros da casa, mesmo todos tortos de cansado. A unica coisa que pude ter, foi alguns leves cochilos.
Mas nem tudo foi tão ruim. Logo pela manhã, todos estavamos deitados e acordados e um show de besteirou e gargalhadas foram arrancados. Tudo indicava que o dia iria começar bem.
Ledo engano.
Nossos planos foram frustrados pelo resfriado forte de uma das minhas novas irmãs, algo que se aproximava da pneumonia. A feira e o anime tiveram que ser adiados. Infelizmente para todos, estavamos ansiando por hoje a dias. É claro que até ontem eu ainda não sabia se seria convidado para o evento. Mas estava igualmente ansioso.
Caramba, ela estava realmente mau. E ninguem sabia exatamente o que fazer. A medicamos e deixamos ela descansar. Ela gemia e chorava de dor no peito. O choro era mais devido ao medo em sua cabeça de ser algo pior, do qual nem ela mesma fazia idéia.
Recebi um telefonema do meu pai e avisei que retornaria pra Penha na manhã seguinte. E em seguida liguei pra casa pra saber como as coisas estavam.
Mais uma notícia ruim.
Minha outra tia, irmã daquela com câncer recem-descoberto, estava internada e com a triste expectativa de não sair mais do hospital.
Nossa outro baque na minha vida.
Minha mãe ainda tinha de falar das ligações anonimas recebidas e do amigo do meu amado e maravilhoso algoz ter me procurado. Minhas forças foram completamente drenadas. Me senti um lixo.
Eu já estava vencendo este lance de falsas esperanças.
No fundo, algo me diz que ele não vai voltar.
E sei que isso é um erro que ele somente irá entender quando for tarde demais.
E eu não vou poder fazer nada. Apenas continuar sobrevivendo sem ele.
Não é facil viver assim. Não é facil pensar assim. Mas é a verdade.
Se ele acha que está me fazendo bem... Rá, até parece!
Mas voltando ao relato.
Eram quase duas horas da tarde quando eu tive de tomar a iniciativa e inventar um almoço. Depois de feito, fui convocado por minha amiga pra ficar do seu lado e tentar faze-la dormir.
Fiquei horas cantando pra ela. Eu gosto de cantar, mas não pras pessoas ouvirem. rs.
Ela relaxou e eu pude almoçar. Acabei adormecendo em seguida. Recuperando o sono perdido.
Acordei com muita tristeza, vontade de chorar e uma dor no peito.
Estou ansioso pra amanhã. Espero estar enganado. Espero que tudo mude e se resolva.
Eu adoraria ter que postar um final feliz ao invés de um continue amargo.
Meu aniversário foi dia 04/05/10; Eu fui traido no dia 09/07/2010; Viajei no dia 10/07/2010; Desconfiei da traição e do termino no dia 19/07/2010; Terminamos no dia 21/07/2010; Ele me pediu pra voltar no dia 23/07/2010; Ele mudou de idéia no dia 26/07/2010; Fui demitido no dia 27/07/2010; Recebo esta chata noticia da minha tia no dia 01/08/2010.
Minha cabeça está a mil.
Tudo parece tão rápido e tão distante ao mesmo tempo. Parece que já estou sem meu amado algoz a muito mais tempo do que realmente é. Nunca tinhamos ficado tanto tempo longe e principalmente sem nos dar noticias. Mas se for contar, não faz tanto tempo assim. Céus, o pior de tudo, é que eu sei o que eu quero da minha vida amorosa. Queria que ele soubesse também. Seja amanhã uma notícia´maravilhosa ou uma notícia pessima - não tem como não exagerar - ainda será amanhã, em alguma hora e em algum lugar do qual ele ainda vai ligar pra marcar.  
Meu Deus, me dê forças pra continuar.
Me despeso hoje deixando uma mensagem: "A vida é uma só, temos de vivê-la intensamente. Amar intensamente. Ser feliz intensamente. Nos divertir intensamente. Da melhor maneira possivel. As pessoas tem que parar de ser estupidas e achar que é tudo a mesma coisa. Pois não é. Cada um tem suas prioridades e expectativas. Então, foda-se o que parece. Foda-se o medo. Foda-se quem se incomode. Saiba que para toda ação existe uma reação. E faça apenas o que você quer sem perder a unica coisa que ninguem além de você é capaz de tirar lhe: CONSCIÊNCIA TRANQUILA."

sábado, 31 de julho de 2010

O que Tiver de Ser Será - 6° Relato

Como de praxe eu começo os relatos falando de meus despertares tranquilos e matutinos. Mas hoje foi com certeza uma excessão à regra. Eu dormia tranquilo e nem queria saber da hora, eu estava confortavel em meu chão, lençol e travesseiros e nem lhes sei dizer no que sonhei. Mas uma dor excruciante me tomou. Os musculos e nervos da panturrilha se enrolaram e se comprimiram subitamente. Esta seria a caimbra mais dolorosa que eu já havia sentido. Sua deformidade, rigidez e dor eram incomparaveis. Juro que nunca desmaiei antes, mas desta vez achei que não suportaria a dor. A irmã mais chegada acordou com meus gemidos discretos mas que transpareciam a dor que eu sentia. Ela saltou da cama e veio me ajudar. Se eu não tivesse parado de me massagear para que eu esticasse a perna para ela terminar nada teria resolvido e eu teria apagado com toda certeza. A dor diminuiu até quase desaparecer. Bati a cabeça no travesseiro e a primeira coisa que pensei foi "Meu Deus, estou com minha perna intacta, e estava chorando de dor e medo de uma espécie de atrofia.  E tem muita gente no mundo sofrendo muito mais por não ter uma perna ou por dores que não se aliviam sem remédios fortíssimos. Obrigado Senhor, por tudo que eu tenho. Por que eu mereço.". Deixei minha irmãzona voltar a dormir e fiquei olhando pro teto. Depois de um tempo resolvi pegar uma das revistas delas pra ler. Uma delas ostentava a matéria sobre a entrevista realizada com Lady Gaga, e eu simplesmente queria saber o significado do nome desta mulher. O belo hospede abriu a porta, talvez pra ver se estavamos acordados. Ele me viu desperto e foi muito gentil. Não tão espalhafatoso como no dia anterior e eu pude ver sua alma gentil e séria. E gostei do que vi mesmo em um segundo. Minha adimiração por ele cresceu. E por favor, não confundam adimiração com outras coisas. Nada de segundas intenções, eu juro. Quando ele fechou a porta voltei a ler a matéria que estava interessantíssima. Eu entendi Gaga e embora gostasse de algumas músicas e achasse ela engraçada, passei a vê-la com outros olhos. Olhos de fã. Não de adorador ou adulador. Mas de um... adimirador de seu trabalho, sua arte e de si mesma como pessoa. Nunca conversei com Gaga e obviamente nunca o farei, mas se tudo o que ela disse é verdade - e eu sou dificil de acreditar na mídia - este será meu pensamento sobre ela.
Resolvi deixar Gaga de lado sem terminar de ler a imensa entrevista. Meus pensamentos ja estavam voltados para meu amado algoz. E eu tinha de escrever. Sem um computador em mãos comecei a colocar as primeiras coisas que me vinham em mente no papel. E não teve exatamente um fim ao texto ou conclusão. Eu simplesmente parei, baixei a cabeça, suspirei fundo, olhei no relógio. Já eram quase meio dia, então decidi acordar as garotas. Como sempre, somente uma delas, e sempre a mesma acordou.
No momento em que me levantava, o belo rapaz abriu a porta do quarto.
Nada demais falamos umas besterinhas e ele saiu. Eu o segui. Tentei puxar qualquer tipo de papo pra passar o tempo, mas ele estava meio distante e eu me senti um pouco sem graça. Sem querer deixar transparecer meu embaraço comecei a digitar ao computador sobre os relatos. Seu irmão acordou e puxou assunto. Tive de parar diversas vezes de escrever para dar lhe atenção. Sem esforço algum. Ele foi muito simpático. E o papo se desenvolveu. Nossa que legal, eu estava me enturmando. Posteriormente, o irmão compenetrado voltou sua atenção para nós e se envolveu no papo, que não parou mais.
As meninas vieram e eu sabia que tinhamos que ir. Afinal, já deveriamos ter voltado pra Caxias. Tinhamos outro compromisso com a rica alerquina carioca. O de parabenizar seu filho mesmo que por vinte minutos.
Nossa. Me estressei.
Não saiamos nunca.
Mesmo arrumadas, não resolviam pra onde iriamos.
A filha da hippie não queria falar com a mãe e sua namorada muito menos. Brigas e desentendimentos. Até tocaram em termino. Eu fiquei no meio. Tenso e irritado. E querendo ajudar, e depois de muita insistência liguei.
Quatro tentativas em vão. Pegamos as coisas e decididos iriamos para Caxias.
Por sorte não haviamos conseguido nenhum taxi, pois o retorno foi rápido.
Cara, eu ouvi berror dirigidos a mim por causa dessa história toda e no final das contas a filha da maluca atendeu. Que ódio. Nem minha mãe grita comigo.
Eu já não estava bem, minha vida um inferno.
1°- Minha tia recentemente veio morar na casa da minha vô do qual vivo de favor com minha mãe. Descobrimos que ela tem câncer e nada podemos fazer. 
2°- Minha irmã se mudou para lá porque tinha de trabalhar e não tinha com quem deixar o filho. Sobrou pra minha mãe que carregava o piquerruxo gostosinho para o emprego dela.
3°- Meu namorado me trai e termina comigo.
4°- Sou inesperadamente demitido em uma arapuca filha da p***.
Se estou longe de casa é pra dar um tempo na minha cabecinha. Não quero mais estresse. Não preciso disso.
Fiquei mudo. Meus olhos diziam tudo. Mas por fim. Após a confusão resolvida e a visita ao local onde deveria estar o rebento da alerquina - não durou nem cinco minutos e o rapaz não estava - voltamos pra Caxias.
Nossa que alivio. Todos voltaram a sorrir. Todos voltaram a brincar. O drama e a raiva de todos passaram. Abençoada seja esta casa.
Cuidei de minha irmazinha gripadissima e ela dormiu. Um grande amigo. E eu to falando de um cara fora de série. Ele está com problemas e eu não podia de chama-lo para conversar. Muitos assuntos vieram e se foram, e no final eu estava de cabeça baixa. Ele perguntou por que eu eu disse que não parava de pensar no meu algoz. Ele pediu um abraço e foi ali que eu chorei. Desabafei um pouco e logo voltei ao normal. Queria poder homenagear todas essas pessoas citando ao menos seus nomes. Mas prefiro mantê-las anônimas. Mas elas com certeza sabem que meu coração já as homenageia todos os dias.
Não resisti. Enviei um SMS para meu amado algoz. Ele não respondeu. Minha amiga ligou para ele e ele falou que ligaria pra mim, mas que estava confirmadíssimo na segunda.
Alívio? Medo? Não sei. E nem quero pensar nisso. O que tiver de ser será.
Eu sou um livro destrancado. Estou aqui para ser lido. Se vou ser compreendido ou não, não é meu objetivo. Se vão concordar comigo ou não, eu não sei. Mas se você está lendo até aqui é porque ou se importa ou gosta do que lê. Então meu objetivo está cumprido.
Amo vocês!!!

Admirável Mundo Novo - 5° Relato

Juro que não queria acordar. Eu já me encontrava melhor do resfriado, mas com uma preguiça sem tamanho. Meus ouvidos estavam gelados devido a potência do ar condicionado. Três cobertores foram ótimos companheiros na jornada matutina ao reino dos sonhos. Como sempre eu fui o primeiro a acordar -ou ser acordado, não tenho certeza - e consecutivamente acordei a irmã menos preguiçosa com beijos e carinhos. É realmente muito bom dormir ou acordar com beijos e carinhos, mesmo sem segundas intenções. Particularmente eu curto. Seja quem for. E se ainda for de meu algoz, meu Deus. hahaha.
Mas retornando ao relato. Tinhamos uma agenda para cumprir. E meus instintos me avisaram que nada sairia exatamente como o planejado, ou pelo menos não na hora do planejado. Mas elas tinham algo importante a conquistar e queriam minha presença.
Enquanto as princesinhas despertavam se aos beijos e abraços em sua particularidade íntima eu aguardei preguiçoso na sala conversando com o mãe de uma delas e uma outra mulher muito bonita e que se tornou muito amiga. Realmente acho ela atraente, mas sei onde não devo pisar.
Pelos Deuses, um taxi viria nos buscar em Caxias e nos levar para Copacabana. Para casa da mãe de uma delas. Antes de conhecer a figura, fui alertado de que ela era uma pessoa pirada e sabia que a filha e a consorte não queriam vê-la. Mas precisavam. Um receio estranho cresceu em meu peito.
O ser tão temido era uma pequena mulher hippie e 'maluco beleza', engraçada, falastrona e sem nenhuma espécie de filtro ou 'simancol'. Cara, como uma mulher assim põe medo em alguém se não devido aos rios de dinheiro que tem pra gastar herdados do recem falecido marido. O motivo de nossa visitinha? Compras para a reforma do apartamento. Tintas especiais. Tapeçaria de alta qualidade. E uma lista imensa de móveis para adornar o local. Meu Deus, nunca vi coisa similar. Quase vinte mil reais de compras em uma só vez. Mas eu estava feliz por minhas amigas. Infelizmente, a compra teve de ser adiada por motivos técnicos. Isso foi depois de quase duas horas na mesma loja. Eu ri de nervoso. E vi o sorriso da rica 'alerquina' carioca murchar. Sem perder a pose fomos embora com promesa de voltarmos muito em breve pra buscar tudo. E não deve ser mentira, já que a intenção é convicta. 
Dali fomos a casa do que seriam meus novos amigos. Dois caras fora de série. Sensacionais. Mas completamente fora do meu mundo e realidade. Gente que nasce em berço de ouro enxerga o mundo de forma diferente da das pessoas as quais estou acostumado a lidar. Mas continuam sendo tão boas, excêntricas e divertidas quanto quaisquer outras. Confesso que esperava um pouco mais de diversão. Mas consegui arrancar lágrimas de gargalhadas de todos, até mesmo as minhas. rs
Fomos dormir tarde. (Como sempre.)
Meu repouso foi escolhido por mim. Entre as opções de dormir no quarto do belo rapaz gay, do inteligente irmão hétero, das meninas ou no sofá da sala. Eu acanhadamente pedi a permissão para ficar com as girls. Tendo certeza que não incomodaria ninguém e nem daria chance a interpretações erradas. (Eu acho)
Colchonete + chão = Binho dormindo. 
Sozinho em meu canto eu me peguei a adimirar os detalhes do quarto. Mas não sei dizer lhes como eram. Eu so enxergava o rosto do meu algoz. Lembrava de sua boca e de sua voz. De seu toque e da cara de indiferente que fazia quando eu mais o queria. E depois do sorriso infantil e pidão de quando eu estava pregado de sono e ele o extremo oposto desejava algo mais picante. 
Me pergunto, as vezes, se isso é normal. Já se passaram quatro dias. Ou apenas quatro dias. Não estou morrendo sem ele. Não estou vivendo sem ele. Ou será que estou? 
De qualquer forma eu sinto falta. Muita falta. 
Aqueles que conhecem a historia de desamor de Lady Gaga entenderiam porque eu me conformei do qual sou normal quando ler. Não que ela seja uma completa pirada. Eu nem gostava tanto dela assim. Mas acabei pensando depois de lêr neste fim de semana. Desilusão amorosa não tem cura, você pode ter amantes, dinheiro e fama, mas nada cura a dor de um verdadeiro amor. 
Ele pensa que está me fazendo bem ficar longe para que eu o esqueça, julgando que foi muito ruim pra mim? Tolinho. Eu decido isso. 
Não sou Gaga. Mas sou Binho.
E com certeza eu sou mais eu!!!         

Vale a pena? - 4° Relato

Nossa. Eu acordei bem e euforico. Mas meus sonhos eram direcionados para meu amado algoz. Esse foi o momento que minha mente decidiu confrotar me mais uma vez. Valores e pecados. Dores e momentos de intimidade. Mas os momentos felizes e o bem que ele me fez eram mais presentes nesse meu debate interno.
As horas custavam a passar. Eu prisioneiro de mim mesmo. Avoado e distante, aguardando o momento de retornar a minha vida alternativa. A viagem foi mais rápida que das ultimas vezes, talvez por eu ja estar me familiarizando com a rota.
Chegar foi igualmente bom. A receptividade daqueles que agora me cercavam era intensa e verdadeira. Eu era uma pessoa comum, mas com valores e tão humana quanto todos ali.
A verdade é que não me sinto assim no meu dia a dia. Oras sou um completo solitário, oras sou mais um e o pior é quando você se torna tão comum quanto um adorno de parede.
Onde eu estava agora não é exatamente um lugar de plena paz, amor e compreensão. É uma família com seus erros e dificuldades. Uma familia como a minha. Mas uma familia que abriu seus braços para um ilustre desconhecido como se houvesse nascido e sempre vivido entre os seus. Quem não se sentiria bem em meu lugar?
Como contra-parte, não era apenas eu que estava sendo ajudado, mas eu tinha a oportunidade de ajudar. Não foram os creditos que me fizeram sorrir, foram os sorrisos e a tranquilidade que consegui instaurar. Mesmo que da noite pro dia tudo mude, eu já estarei com a sensação de missão cumprida.
Conversas e video games não foram o suficiente para tirar meu amado algoz da cabeça. Na verdade eu queria que ele estivesse comigo aproveitando tudo aquilo e eu pudesse transferir todo aquele amor pulsante para ele e numa troca sadia receber mais uma vez de volta do mesmo para devolver a aquelas pessoas amadas. Infinito? Amor é infinito? Interessante quando se pensa assim.
Ele com certeza pensa que não vivo sem ele. Acho que a culpa é minha por dizer isso. Eu fiz minha parte, eu sei. Fiz mais do que eu divia até. Ele é uma parte de mim. Está eternizado na minha história e nada mudará isso. Mesmo que amanhã o odeie profundamente. Está é uma verdade insubstituível.
Ao anoitecer as minhas amadas irmãs conseguiram mais uma vez se desentender. E não foi preciso muita explicação para saber do que realmente se tratava. Mas por céus, elas se amam, e eu não podia deixar elas sofrerem um pouquinho mais que seja. Impossível não me ver nessa mesma situação, não é mesmo? Mas o que eu não queria que elas vissem em mim a carência  na qual eu estava. Nossa. Sexo. Estava louco pra transar. Não. Não as desejei em momento nenhum. Meu Deus, isso seria meio que insexto. Eca. Não. Eu queria meu algoz.
Inusitadamente, um cavaleiro de armadura prateada chegou lindissimo até lá. Nós ficamos sozinhos conversando. Por muito e muito tempo. Cara, viramos amigos. Mas com certeza eramos pra ser bem mais que isso. Deixo no ar a pergunta: Foi ele quem não quis? hahaha. (eu sei a resposta)
Ele se foi, mesmo ezitante. E depois eu e as meninas fomos dormir. Na minha mente eu saberia que não ficaria sozinho muito tempo. Mas eu não queria outra pessoa. Será que ele volta pra mim?
Não sei.
Mas percebi que não sou eu mais que vou ter que procurar.
Esta é a triste verdade.
Um paradoxo do qual me foi imposto e no qual estou conseguindo conviver.
Mas ninguém pode controlar seus próprios sonhos e impulsos.
E nos meus sonhos eu fiz amor intenso com meu algoz.

O Torpor - 3° Relato

Meu despertar foi rápido. Apenas algumas horas dormindo e tive de partir para meus comprimissos.
Em outras palavras, eu tinha que voltar a minha realidade.
Peguei o primeiro ônibus e voltei a meu refúgio. Claro, não posso deixar de dizer que tive de aproveitar a lan house em meu caminho para saber se alguma novidade havia na minha vida mesmo de forma virtual.
Não me demorei. Cheguei em casa para o seio de minha família verdadeira. Foi bom ser recebido com uma certa saudade e carinho. Mas meu corpo estava exausto e enfraquecido. No quarto, um colchão jazia no chão de qualquer jeito, com travesseiros e um cobertor. Foi ali que desmaiei.
Fato. Eu não dormir. Minha intenção era sentar e desfazer minha mala, mas literalmente fui arrebatado de forma a tombar e apagar.
Horas depois eu havia acordado. Minha avô insistiu veementemente para que eu comece. Vocês não acreditaram no que vou dizer, mas um simples miojo levou uma hora para ser degustado e com uma dificuldade surpreendente. Para novamente voltar aos braços de Morpheus.
Despertado tempos mais tarde para uma visita médica do qual eu havia agendado.
E um dos motivos pelo qual voltei para casa.
A noite encontrei com um amigo e meu cunhado. Curti meu sobrinho lindo e amado, e minha verdadeira e insubistituivel irmã. Sem falar na maezona que eu tenho. Nossa. Que mulher é aquela. E ela não conseguiria entender como é importante pra mim. E acho que nesse ponto eu peco. Falar de sentimento com os outros é bem mais fácil.
Custamos a dormir porque estamos com muita saudade. Meu sobrinho dormiu abraçado e eu pude fechar meus olhos lacrimosos de que o mais importante eu teria sempre ao meu lado. O amor da minha familia.

Efeito Dominó - 2° Relato

Estava uma linda manhã lá fora. E eu fui acordado pelo celular tocando compulsivamente. Eram compromissos esquecidos e que possivelmente seriam adiados para o dia seguinte. Minhas novas irmãs ainda permaneciam dormindo e lindas do meu lado no colchão, cobertas até o pescoço. Aquelas novas pessoas realmente se importavam comigo. Queriam me ouvir e serem ouvidas. Não foi por acaso que tudo aconteceu. A conversa que tive com minha nova mãe, foi inspiradora. Ela precisava de palavras de incentivo, pois padecia em tristeza pela perda de sua filha primogênita em um terrivel acidente, já fazendo pouco mais de um ano. Tenho certeza que eu não estava sozinho falando. Eu sempre sinto esta presença estranha nesses momentos de ''caridade". E me sinto muito bem em ajudar. As vezes esquecendo até mesmo da minha própria dor.
Logo em seguida uma das meninas acordou. Conversamos bastante. Resolvi ligar para casa para saber o motivo de uma das chamadas perdidas. E além dos inumeros recados deixados, um me chamou a atenção. Eu deviria ligar para meu trabalho e assim o fiz. Deixei recado e meu telefone de contato. Algumas horas depois, a chefia imediata me ligou simplificando minha demissão.
Em choque fiquei. Mas haviam amigos por pertos que sentiram meu desespero. Pena que a pessoa que eu mais queria chorar no ombro estava fora do meu alcance.
Mesmo assim, enviei uma mensagem informando de forma singular minha despensa.
Horas mais tarde ele me ligou. Fiquei feliz e com medo ao mesmo tempo. O acordo havia sido sutilmente rompido sem eu perceber.
Será que isso iria criar uma prorrogação do nosso prazo de não-comunicação? Eu não sei. 
O dia foi terrivel. Mas no final da noite um certo alguém apareceu. Nossa, ele foi tão legal e importante naquele momento. Sua presença e suas palavras me reergueram. Mas de longe ele não conseguiu me fazer esquecer meu amado algoz.
Drama? Eu não queria que este relato fosse assim. Mas a dor é recente demais para ser igonorada ou ilustrada de uma maneira artificial para vocês leitores. 
Desgraças acontecem o tempo todo. E quando as coisas estão ruins a tendência é piorar. Isso é pessimismo ou realidade?
Não sou pessimista. Sou realista. E acredito que é somente uma fase ruim. 
O que não nos mata, nos fortalece! 

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Obliterando a Armadura Íntima - 1° Relato

Eu sabia que este seria o mais dificil de escrever.
O começo, sempre é o mais difícil.
Pensei em diversas formas de faze-lo.
Então decidir narrar o prelúdio deste relato, para que melhor se faça entender
...


Um turbilhão de emoções se apoderaram de mim este fim de semana. Mas este de longe foi o princípio. Tudo começa na noite do dia 21/07/2010, por volta das 20h da noite. A pessoa que eu mais ansiava em ver, após minhas férias na casa de praia de minha madrinha e na de meu pai, viria ao meu encontro, não por saudades, mas para me dizer algo terrível. O fim de nosso relacionamento com o envolto de um ato de traição física. Sim, resumidamente foi isso que aconteceu. Mas apesar de tudo ainda continuamos sobrevivêndo.
No decorrer deste tempo, eu, que tinha um gosto normal tanto pela comida quanto pelo sono, fui surpreendido com a ausência de apetite e crises de insônias que duraram cinco dias.
...
Na madrugada de domingo para segunda eu estava deitado no quartinho de empregada da casa de um amigo. Sem forças, sem fome e sem sono. Completamente inerte e com os pensamentos mais terriveis passando por minha cabeça. Ah, como eu queria que ele estivesse ali e me amasse. Tudo teria ficado melhor. Mas, repentinamente levantei de subito com a sensação, que mais tarde descobrir nomear como, sangue invísivel. - O sangue invisivel é o fato de se sentir cheiro e gosto de sangue sem haver realmente sangue. Mas no meu caso eu sentia a textura e o jorro vertiginoso das minhas narinas.
Me levantei e corri para o banheiro, constatando assim que tudo não passava de coisas da minha cabeça.
Preferi sair do apartamento e retornar a minha casa o mais breve possível.
Ao chegar em meu refúgio sagrado, exitei, mas liguei para um psiquiatra conhecido. O que ele falou me supreendeu ainda mais. "Sua mente está matando seu corpo" tudo isso pela falta que eu sentia do meu amor. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Afinal, eu já estava decidido deixar o barco correr e ver que bicho ia dar. Mas eu estava terrivelmente doente e definhando.


Inquieto, tomei o telefone em minhas mãos e na mesma hora liguei para aquele pelo qual meu coração pulsante se dilacera. Ele me contou sobre suas mentiras de fim de semana e o motivo pelo qual não queria me ver. Seu ciumes e o fato de um termino definitivo com seu ficante. Mas em sua voz havia um ''tom'' de incerteza. Marquei com urgência um encontro com ele. Mas não sabia exatamente o que eu deveria dizer. Somente queria ve-lo e saber se a proposta de voltar pra mim feita na sexta ainda estava em validade ou em recusa.


Não aguentando a ansiedade, sai de casa algumas horas mais cedo. Caiu no abrigo de uma lan house e como eu não canso de me surpreender. Chorei. Chorei muito. Chorei por tudo que tinha perdido. Pela falta que ele me faz. Me desesperei como nunca e ignorando a vergonha de ter os outros olhando pra mim questionativamente, continuei a digitar em minha particular conversa com meu melhor amigo virtual. Sua sugestão eu acatei.


Ao me encontrar com meu amor, eu ignorei raiva, ciúmes, vergonha, orgulho e todas e qualquer coisa que poderia me servir de broquel para não ser me inteiramente explicito e frágil. Sim, em outras palavras eu me declarei e implorei para não continuarmos fazendo burradas e nos afastarmos. Eu sabia que ele me amava e eu estava certo do que sentia. Então, porque não pararmos de sofrer?
Ele ouviu tudo com frieza e até com certo desprezo. E no final, pediu me para fazermos um teste.
Teriamos de ficar uma semana sem se falar. Eu faria um relato sobre o que acontecesse comigo e liberado para ficar com quem quisesse. Ele prometeu não se envolver com mais ninguém e pesaria os prós e contras de toda uma vida que tivemos em dois anos e meio de namoro/casamento.
Sem mau se despedir, desci do ônibus na central e tomei um trêm para caxias onde fui me recolher na casa de uma grande amiga.


Não. Não tinha presenças masculinas para conversar. E acho que foi até melhor assim. Fui tratado como parte da família. Me senti bem por verem minhas qualidades sem que eu nem ao menos me esforçasse para demonstrar.
Sim, fiquei muito feliz. Mas continuava incompleto.
Meu paradoxo era saber viver sem ele para reconquista-lo. E eu tinha medo de não conseguir superar este meu paradigma.
Alguns podem dizer que ele foi cruel ou burro demais. Mas seja como for, ele tá me ajudando a ser livre e feliz sem ele. Só que o que ele não sabe é que ele é minha felicidade. Fui dormir com estes pensamentos após matar um belo prato de uma comidinha caseira de minha nova mãe e então dormir com minhas novas irmãs.