sábado, 31 de julho de 2010

O Torpor - 3° Relato

Meu despertar foi rápido. Apenas algumas horas dormindo e tive de partir para meus comprimissos.
Em outras palavras, eu tinha que voltar a minha realidade.
Peguei o primeiro ônibus e voltei a meu refúgio. Claro, não posso deixar de dizer que tive de aproveitar a lan house em meu caminho para saber se alguma novidade havia na minha vida mesmo de forma virtual.
Não me demorei. Cheguei em casa para o seio de minha família verdadeira. Foi bom ser recebido com uma certa saudade e carinho. Mas meu corpo estava exausto e enfraquecido. No quarto, um colchão jazia no chão de qualquer jeito, com travesseiros e um cobertor. Foi ali que desmaiei.
Fato. Eu não dormir. Minha intenção era sentar e desfazer minha mala, mas literalmente fui arrebatado de forma a tombar e apagar.
Horas depois eu havia acordado. Minha avô insistiu veementemente para que eu comece. Vocês não acreditaram no que vou dizer, mas um simples miojo levou uma hora para ser degustado e com uma dificuldade surpreendente. Para novamente voltar aos braços de Morpheus.
Despertado tempos mais tarde para uma visita médica do qual eu havia agendado.
E um dos motivos pelo qual voltei para casa.
A noite encontrei com um amigo e meu cunhado. Curti meu sobrinho lindo e amado, e minha verdadeira e insubistituivel irmã. Sem falar na maezona que eu tenho. Nossa. Que mulher é aquela. E ela não conseguiria entender como é importante pra mim. E acho que nesse ponto eu peco. Falar de sentimento com os outros é bem mais fácil.
Custamos a dormir porque estamos com muita saudade. Meu sobrinho dormiu abraçado e eu pude fechar meus olhos lacrimosos de que o mais importante eu teria sempre ao meu lado. O amor da minha familia.

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